Birras vs. Crises Sensoriais (Meltdowns): Descubra a Diferença

Aprender as diferenças entre birras e crises sensoriais pode ajudar você a entender melhor por que seu filho está passando por isso e como lidar com a situação como pai ou mãe. Por isso, hoje vamos ajudar você a...

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Aprender as diferenças entre birras e crises sensoriais pode ajudar você a entender melhor por que seu filho está passando por isso e como lidar com a situação como pai ou mãe. Por isso, hoje vamos ajudar você a identificar essa diferença.

Qual é a Diferença entre uma Birra e uma Crise Sensorial?

A verdade é que birras e crises sensoriais podem parecer muito semelhantes. Em ambas, a criança pode se jogar no chão, bater, chutar, gritar ou até prender a respiração. A diferença entre birras e crises não está no comportamento em si, mas no motivo por trás dele.

O que é uma Birra?

As birras geralmente começam no final do primeiro ano de vida ou no início da fase de bebê pequeno e são a expressão de uma vontade ou necessidade. Elas podem indicar que a criança está cansada, com fome, triste, brava ou chateada. Como as crianças nessa idade muitas vezes não têm o vocabulário necessário para expressar o que sentem, elas acabam descarregando suas emoções em forma de birra.

Conforme a criança cresce, as birras também podem ser usadas para testar limites. Enquanto bebês e crianças bem pequenas ainda não entendem o que é manipulação e fazem birra como forma de expressão, as crianças maiores podem usar as birras para manipular os pais e conseguir o que querem. Se não for trabalhado desde cedo, esse comportamento pode se estender até a adolescência, tornando-se mais intenso e difícil com o passar dos anos.

As birras são a expressão de uma vontade ou necessidade.

Quando a criança tem uma birra, ela ainda mantém algum controle sobre seu comportamento. Muitos pesquisadores descobriram que, se não houver plateia, a birra passa relativamente rápido. Já com as crises sensoriais, a história é um pouco diferente...

O que é uma Crise Sensorial (Meltdown)?

Diferente das birras, que ocorrem como expressão de uma necessidade ou desejo, as crises sensoriais são resultado de sobrecarga sensorial. Em outras palavras, elas acontecem quando a criança se sente sobrecarregada.

As crises sensoriais são resultado de sobrecarga sensorial.

Ao contrário das birras, que têm um objetivo específico, as crises sensoriais não podem ser controladas. Elas podem ser desencadeadas por uma sobrecarga emocional, física, sensorial ou de informações, e vão acontecer com ou sem plateia. Em alguns casos, a criança pode até se desligar completamente ou se isolar.

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Quem Tem Birras e Quem Tem Crises Sensoriais?

As birras são uma parte completamente normal da infância. Elas geralmente começam quando a criança está perto de completar um ano ou entrando na fase dos primeiros passos. Esses comportamentos costumam continuar por volta dos 3 anos e, em alguns casos, podem se estender por mais tempo (dependendo de como foram administrados).

Crianças com desenvolvimento típico também podem ter crises sensoriais completas, mas elas não são tão comuns quanto as birras. Crises sensoriais frequentes podem, na verdade, ser sinal de uma condição subjacente. Pesquisas mostram, por exemplo, que crises regulares estão muito associadas a condições como transtorno do processamento sensorial, traumas no desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, depressão, TDAH, síndrome alcoólica fetal e autismo.

Qual é a Diferença Entre uma Crise Sensorial e uma Birra?

Como mencionamos antes, birras e crises sensoriais podem parecer muito parecidas. Então, como você pode notar a diferença entre as duas?

1. Identifique a causa subjacente

Se você conseguir identificar o que está causando o comportamento, poderá saber se é uma birra ou uma crise sensorial. Pergunte a si mesmo: tem um objetivo específico?

Por exemplo, se você está no shopping e seu filho começa a gritar porque você disse “não” para comprar um brinquedo, isso tem um objetivo. O objetivo dele é conseguir o brinquedo que tanto quer. Sendo assim, você pode concluir que seu filho está fazendo uma birra.

Mas se você estiver no shopping e seu filho começar a perder a calma sem motivo aparente, pode ser resultado de uma crise sensorial. Talvez houvesse muita gente passando ou o barulho estivesse alto demais para ele. Seja qual for o motivo, não há um “objetivo final”, é apenas uma reação de sobrecarga.

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2. O comportamento diminui se você se afastar?

No caso das birras, uma das melhores coisas a fazer é se afastar (mas mantendo a criança em seu campo de visão) e deixá-la se acalmar sozinha. Na maioria das vezes, afastar-se da birra faz o comportamento diminuir. Em outras palavras, as birras costumam precisar de plateia.

Já as crises sensoriais não precisam. A criança continuará em crise, quer haja alguém olhando ou não. Isso acontece porque ela está em sobrecarga — ela simplesmente não sabe lidar com tudo o que está sentindo por dentro. Diferente das birras, as explosões emocionais de uma crise sensorial podem acontecer mesmo sem a sua presença.

3. A distração ajuda a acalmar o comportamento?

Se o seu filho estiver fazendo birra, muitas vezes é possível distraí-lo com outras coisas. Embora não recomendemos ceder a uma birra, podemos usar isso como exemplo: se você cedesse, o comportamento inadequado provavelmente pararia na mesma hora. Mas não existe “ceder” diante de uma crise sensorial. Quando a crise é desencadeada, nenhuma distração é forte o suficiente para fazê-la parar.

Como Lidar com Comportamentos de Birra ou Crise Sensorial

Birra

Primeiro, mantenha a calma. A melhor maneira de lidar com uma birra é ignorá-la. Sim, nós sabemos que isso às vezes pode ser difícil (especialmente em locais públicos), mas ceder a esse comportamento só fará com que ele piore no futuro.

Crise Sensorial

A melhor forma de lidar com uma crise sensorial é evitar que ela aconteça. Lembre-se: quando a criança entra em crise, ela já perdeu o controle. Além de mantê-la em segurança durante o episódio, não há muito o que você possa fazer, pois é improvável que ela consiga ouvir você naquele momento. Portanto, o objetivo principal é prevenir. E como fazer isso?

  • Criando rotinas para acalmar (como recursos visuais, música, bolinhas sensoriais, etc.) que a criança possa usar sempre que você perceber que ela está ficando sobrecarregada ou hiperestimulada.
  • Mapeando os padrões de comportamento que seu filho apresenta antes de entrar em crise, entendendo e evitando os gatilhos dele.

Tanto no caso de crises sensoriais quanto de birras, ensinar a criança a comunicar seus sentimentos de forma adequada também ajuda muito. Crianças que ainda não têm ferramentas para dizer que estão chateadas, bravas, tristes ou sobrecarregadas são mais propensas a fazer birras ou ter crises do que aquelas que já contam com habilidades de linguagem para se expressar.

Você pode ajudar seu filho a desenvolver as habilidades necessárias para se comunicar com eficácia usando um aplicativo como o Speech Blubs. O Speech Blubs utiliza diversas táticas e atividades para ajudar as crianças a aprenderem novos sons e palavras, e é aprovado por fonoaudiólogos. Ele foi desenvolvido tanto para crianças com desenvolvimento típico quanto para aquelas com necessidades especiais, como o Autismo.

Se pudermos ajudar nossas crianças a se comunicarem, poderemos diminuir as birras e crises sensoriais — então, que tal experimentar hoje mesmo?

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