Blub Talks com a coach de parentalidade ágil Susannah Chambers, ICP ACC
Neste artigo: Ouça o podcast Blub Talks com Susannah Chambers | Assista ao podcast Blub Talks sobre aprendizagem em família | A diferença entre aprendizagem em família, homeschooling e ensino a distância | Como...
Neste artigo
- Ouça o podcast Blub Talks com Susannah Chambers
- Assista ao podcast Blub Talks sobre aprendizagem em família
- A diferença entre aprendizagem em família, homeschooling e ensino a distância
- Como usar a aprendizagem em família durante uma pandemia global
- Dicas para estimular o desenvolvimento da linguagem em casa
- A importância de desenvolver habilidades de comunicação
Ouça o podcast Blub Talks com Susannah Chambers
Assista ao podcast Blub Talks sobre aprendizagem em família
https://www.youtube.com/watch?v=aj4Kx8prAeg
A diferença entre aprendizagem em família, homeschooling e ensino a distância
A conversa começou com Susannah comparando e contrastando a 'aprendizagem em família' com o homeschooling (ensino domiciliar) e o ensino a distância. Ela enfatizou que sua "missão é levar a aprendizagem em família a todas as famílias do mundo que queiram ter acesso a ela". Ela continuou dizendo que, embora existam áreas que se sobrepõem, "a aprendizagem em família é definida como qualquer atividade em que haja resultados de aprendizagem tanto para adultos quanto para crianças. Portanto, podem ser pais ou cuidadores aprendendo ao mesmo tempo que seus filhos — ou, como eu costumo dizer, de forma 'síncrona' —, ou podem ser, por exemplo, os pais aprendendo sobre as técnicas que os professores usam na educação infantil para ensinar às crianças o traçado das letras, os sons da fala ou questões ligadas a padrões emocionais ou comportamentais — e isso pode ser feito sem a presença da criança. Isso é o que eu chamaria de aprendizagem 'assíncrona'".
"E, veja bem, só para explicar mais uma vez: a aprendizagem em família pode muito facilmente ser ensino a distância; pode ser uma forma de aprender que, como ficou demonstrado durante a pandemia com essa modalidade, felizmente foi... adaptada para o ambiente online."
Susannah continua: "Mas existe um equívoco comum de achar que a aprendizagem em família é a mesma coisa que homeschooling, e não é. No entanto, o homeschooling é totalmente respaldado por uma boa aprendizagem em família. E, é claro, as evidências de pesquisas mostram que o ambiente de aprendizagem em casa — termo que utilizo de forma bem pontual e que é diferente de homeschooling — é o ambiente no qual crianças bem pequenas, desde o nascimento, vivenciam como interagem com o mundo. Isso, mais uma vez, é absolutamente nutrido e desenvolvido por meio de abordagens de aprendizagem em família".
Susannah continuou contando como começou a Family Learning Initiative e relembrou como passou a focar na aprendizagem em família dentro de sua própria casa com seu filho mais velho. Ela disse: "... vale a pena mencionar especialmente que meu filho mais velho, que agora tem 16 anos, usou aparelhos auditivos por cinco anos. O problema foi identificado aos quatro anos e, muito, muito felizmente, ele não teve atraso na fala. Ele lia muito bem, e os fonoaudiólogos e audiologistas do hospital atribuíram isso às bases de comunicação extremamente sólidas que havíamos estabelecido no ambiente de aprendizagem em casa, por meio de uma abordagem familiar com contato visual e interações. Então, sim, foi assim que entrei nesse mundo maravilhoso da aprendizagem em família".
Como usar a aprendizagem em família durante uma pandemia global
Robert então deu continuidade ao assunto perguntando como a aprendizagem em família fez parte dos períodos de isolamento durante a pandemia.
Susannah disse: "Sinceramente, posso afirmar duas coisas: a primeira é que todos os meus três filhos, ao contrário das notícias na mídia sobre ficarem para trás, se superaram e foram muito bem durante a pandemia".
Seu segundo ponto foi aconselhar os pais a iniciarem um diálogo com as escolas dos filhos sobre como o ensino a distância será estruturado em sua casa. Ela disse: "você passa algumas tarefas e eles provavelmente vão fazê-las, mas pode haver dias em que eles não façam as atividades que você programou porque podem estar interessados em buscar outras oportunidades de aprendizado". Ela continuou: "Acredito piamente que um diálogo firme, mas educado e positivo com as escolas, é realmente muito importante e bastante motivador para as crianças".
Voltando à aprendizagem em família e ao que isso significou para os seus, ela disse: "A abordagem de aprendizagem em família os ajudou a se destacar durante o fechamento das escolas. E, de novo, coisas bem práticas em relação a rotinas e a entender, por exemplo, onde seria o cantinho deles na casa. Teve também aquele reconhecimento — próprio da aprendizagem em família — de que, para uma criança, o ideal pode ser sentar-se a uma escrivaninha, enquanto... (eu dava a eles) a liberdade de fazer o que estavam aprendendo no jardim se era lá que se sentiam mais confortáveis — sabe, sentados em um velocípede, num pufe... o ponto central na aprendizagem em família é entender o que está sendo ensinado, como está sendo ensinado, ter a confiança para negociar isso e dar à criança autonomia e voz nessa dinâmica de poder sobre como o aprendizado acontece".
Dicas para estimular o desenvolvimento da linguagem em casa
Ela listou, então, quatro fatores fundamentais para que seus filhos realmente se destacassem nessa situação. Ela disse: "O segredo da aprendizagem em família é compreender: A. O que está sendo ensinado, B. Como está sendo ensinado, C. Ter a confiança para negociar isso e D. Dar à criança voz e autonomia nessa dinâmica de poder para que o aprendizado aconteça".
Ela ainda aconselha os pais: "Abra totalmente as suas expectativas sobre o que é importante para o aprendizado... e tente perseverar. Todos nós sabemos que, quando as crianças adoram um livro, elas vão querer ouvi-lo umas 200 vezes. Então, eu apenas diria que as pesquisas realmente comprovam que (perseverar) compensa em termos de desenvolvimento de linguagem e alfabetização infantil. Portanto, mesmo que você ache que não vai aguentar ler 'Vamos caçar um urso' pela 400ª vez no último mês, por favor, tenha paciência! Não vai demorar muito para você começar a colher todos os tipos de resultados".
Outro ponto importante, e que vem de sua experiência única e contínua como musicista e cantora, é a capacidade de usar a música em atividades educativas. Ela disse: "Eu diria... apenas mantenha a mente muito, muito aberta e, sabe, improvise. Seu filho vai sentir as endorfinas que vêm da alegria da experiência que vocês compartilham, e a comunicação dele vai florescer totalmente. O seu sorriso, mesmo que meio sem jeito, as risadas com outros pais enquanto cantam juntos e, claro, o simples som da voz materna ou paterna, que sabemos ser a coisa mais primitiva, vinda lá do útero". Ela concluiu o pensamento afirmando que "Rimas, mas especialmente o canto, são um ingrediente absolutamente mágico".
De acordo com Susannah, outra dica para colocar a aprendizagem em família em prática no ambiente doméstico é: "diga ao seu filho, se estiverem brincando de algo como 'o que é, o que é' ou 'adivinha o que estou vendo', e quando encontrar o objeto, diga: 'Nossa, que interessante, não é? Vamos dar uma olhada nisso juntos?'." Ela continua a ideia: "Sabe, se a criança já tiver idade suficiente, você pode até pedir: 'vai lá buscar o livro pra mamãe', e com isso você estará modelando a linguagem. Além disso, brinque com as palavras e, quando ela trouxer o item, aproveitem para fazer quase que um mergulho conjunto, explorando e inspecionando o objeto".
A importância de desenvolver habilidades de comunicação
A conversa terminou em um tom muito interessante quando Susannah compartilhou que "É uma aprendizagem compartilhada, é uma aprendizagem intergeracional, mas, tradicionalmente, uma grande parte desse modelo sempre foi fazer a ponte na comunicação entre a casa e a escola, ou entre a casa e a creche, ou a educação infantil". A conexão entre os diferentes tipos de comunicação e a forma como eles começam a influenciar uns aos outros — assim como as crianças que os utilizam — foi simplesmente fascinante.
Um tópico adicional que ela abordou especialmente para o público do Speech Blubs foi focado na fala e em seus resultados. Ela afirmou: "A fala é um dos principais pilares do desenvolvimento infantil. Sem a fala, fica muito mais difícil para a criança expressar suas necessidades, sentimentos e opiniões. A capacidade de falar também impacta na sua autoconfiança, na capacidade de se conectar com os outros e no sucesso na vida". Nós, aqui no Speech Blubs, certamente vemos evidências mais do que suficientes disso em nossa comunidade de crianças usuárias, e concordamos plenamente. Ela completou dizendo: "Acreditamos que todos os pais querem isso para seus filhos: impulsionar a capacidade de fala dos pequenos".
Apoiadíssima, Susannah! Nós concordamos em número, gênero e grau!
Por Robert McKenzie