Os fonoaudiólogos continuam realizando sessões de fonoaudiologia – à distância... Mas não em todos os lugares.
Dizer que o vírus da COVID-19 causou transtornos aos fonoaudiólogos e a seus pacientes é pouco. Crianças de todos os lugares estão perdendo sessões de terapia por causa do fechamento de escolas, do isolamento social...
Dizer que o vírus da COVID-19 causou transtornos aos fonoaudiólogos e a seus pacientes é pouco. Crianças de todos os cantos estão perdendo sessões de fonoaudiologia por causa do fechamento de escolas, ordens de isolamento social, clínicas fechadas e recomendações de distanciamento. O impacto econômico para os fonoaudiólogos é impressionante. Uma solução óbvia é oferecer sessões de fonoaudiologia online. Este artigo explora o cenário atual da legislação sobre teleprática ou teleterapia, discute o que ela envolve e o que está sendo dito pela American Speech-Language-Hearing Association (ASHA). Mas já aviso: nem tudo são boas notícias.
O que é a “Teleprática”?
Em termos simples, teleprática é o termo adotado pela ASHA para descrever os serviços profissionais prestados por fonoaudiólogos de forma remota aos seus pacientes. A ASHA adotou o termo teleprática na fonoaudiologia, em vez dos termos frequentemente utilizados telemedicina ou telessaúde, para evitar a ideia errônea de que esses serviços só se aplicam em ambientes hospitalares ou de saúde. Outros termos como teleaudiologia, telefonoaudiologia, e teleterapia fonoaudiológica também são usados por profissionais.
A teleprática fonoaudiológica é a aplicação da tecnologia de telecomunicações na prestação de serviços profissionais de fonoaudiologia e audiologia à distância, conectando o profissional ao paciente ou profissionais entre si para avaliação, intervenção e/ou consultoria.
ASHA
Essa abordagem parece uma escolha óbvia para tempos tão difíceis. Prestadores de serviços encontram quem precisa deles. E ninguém precisa sair da segurança do próprio lar! Não surpreende que pais e fonoaudiólogos queiram saber se esses serviços estão disponíveis.
Afinal, esses serviços à distância estão disponíveis?
É verdade que o cenário de quarentena gerou muita confusão sobre o que os fonoaudiólogos têm permissão para fazer. Também é verdade que não existe um conjunto único e claro de regras, e que elas variam de estado para estado. No entanto, os fonoaudiólogos podem consultar a ASHA para conferir os requisitos de teleprática de cada estado, bem como os contatos e informações sobre registro profissional. Portanto, a resposta é entrar em contato com o conselho regional ou estadual de classe para se informar sobre as últimas novidades, porque sim, as regras estão mudando depressa devido à alta demanda.

As exigências do estado de Nova York estão entre as mais claras e definidas. Além de definir a teleprática, este artigo da ASHA detalha muito bem o que é e o que não é permitido. Os pais devem consultá-lo para se informar sobre a situação. As questões de faturamento e convênios também fazem parte disso e precisam ser avaliadas pelo terapeuta.
Não há restrições inerentes sobre onde a teleprática pode ser implementada, desde que os serviços estejam em conformidade com as regulamentações e diretrizes nacionais, estaduais, institucionais e profissionais. Basicamente, o fonoaudiólogo precisa ter registro profissional no local onde o paciente reside e manter o conteúdo das sessões dentro de sua área de competência técnica.
Os tipos de teleterapia
Os termos mais comuns para descrever as modalidades de teleprática incluem: síncrona (interativa com o paciente), assíncrona (gravação e envio de materiais) e um modelo híbrido combinando as duas. Sem dúvida, a modalidade síncrona é a mais utilizada, na qual o terapeuta tenta tornar a sessão o mais parecida possível com um atendimento presencial. É claro que isso significa que os pais precisam estar presentes durante a sessão, tanto pelo conteúdo quanto por eventuais questões técnicas.
Alguns locais também exigem que os fonoaudiólogos enviem seus planos de sessão para aprovação. O ponto fundamental é entrar em contato com os conselhos de classe para garantir que tudo esteja em conformidade. Como informações de pacientes estão em jogo, o cumprimento de normas de proteção à privacidade de dados de saúde (como a HIPAA) também é indispensável.
A visão dos fonoaudiólogos
Um exemplo é trazido pela nossa fonoaudióloga Stacie Bennett, M.S. CCC-SLP, que relata: “Em Nova Jersey, o uso da teleterapia não é regulamentado por lei. Sei que a intervenção precoce e alguns consultórios particulares ESTÃO usando durante este período, mas não recebi nada do nosso órgão regulador autorizando o uso. Na verdade, acabamos de ser informados pelo Departamento de Educação de NJ que as sessões de fonoaudiologia que realizamos via Canvas (uma plataforma online) contarão para os planos individualizados dos alunos. No entanto, continuam nos orientando de forma bem clara a não usar vídeo, exceto para nossos alunos surdos”.
Stacie explica ainda como utiliza o Speech Blubs na sua prática:
Novamente, não podemos fazer teleterapia, mas posso dizer que, ao usar o aplicativo, não tenho problemas com os filtros e adesivos. Tendo uma boa conexão de internet, tudo corre super bem! Onde a teleterapia for permitida, o Speech Blubs pode ajudar muito os profissionais a passarem “tarefas de casa” para as crianças da fonoaudiologia! Peça aos pequenos para realizarem duas ou três atividades por dia com os pais, e combine com os pais para registrarem as atividades concluídas!
Stacie Bennett, M.S. CCC-SLP
A situação é parecida em outros lugares do mundo. Natalie Barnes, fonoaudióloga e audiologista, contou como tem lidado com a teleterapia na África do Sul: “Eu queria muito oferecer teleterapia; porém, o nosso órgão regulador tem colocado muitas barreiras em relação a diretrizes e sigilo do paciente. Por enquanto, tenho feito programas para casa (enviando atividades por e-mail, etc.)”.
Natalie também traz dicas de como usar o Speech Blubs para praticar em casa:
Acho que o Speech Blubs funcionaria muito bem na teleterapia se o fonoaudiólogo e os cuidadores mantivessem contato diário – seja por uma mensagem rápida de texto ou por e-mail – orientando a família sobre quais atividades do app a criança deve usar e acompanhando o progresso. Se houver alguma dificuldade específica, o profissional pode enviar atividades adicionais por e-mail.
Natalie Barnes, fonoaudióloga e audiologista
O que os pais podem fazer
Se você teme que o progresso do seu filho na fonoaudiologia seja interrompido e que ele acabe perdendo o que já conquistou, siga estes passos:
- Verifique as diretrizes de teleprática do seu estado para saber se os atendimentos online estão autorizados.
- Entre em contato com o seu fonoaudiólogo para saber se há novidades sobre orientações do conselho de classe que ainda não saíram na internet (você também pode perguntar sobre ideias de tarefas ou atividades para fazer em casa).
- Conheça o aplicativo Speech Blubs como uma fonte com mais de 1.500 atividades direcionadas, criadas com orientação fonoaudiológica, para você praticar junto com o seu filho.
- Mantenha contato frequente com o fonoaudiólogo para contar sobre as atividades da criança, o progresso dela e tirar dúvidas sobre quais exercícios (ou tipos de atividades) fazer a seguir.
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Por Robert McKenzie