Abigail the Advocate - Blub Talks n.º 3
O tema desta semana é a conquista, a superação de obstáculos e o alcançar do potencial máximo de cada um. Depois de ver este podcast, começas a perceber como isto NÃO é de todo um problema para a Abigail e para o seu...
O tema desta semana é a conquista, a superação de obstáculos e o alcançar do potencial máximo de cada um. Depois de ver este podcast, começas a perceber como isto NÃO é de todo um problema para a Abigail e para o seu pai.
Ouve o Blub Talks com a Abigail the Advocate
https://www.youtube.com/watch?v=Kx8EJIoRy5I
Este podcast começou com o Jaka a listar todas as conquistas impressionantes da Abigail the Advocate, que incluem: tornar-se oradora pública, modelo, atriz, atleta das Olimpíadas Especiais e triatleta. Ela também já participou na Oprah Winfrey Network e entrou em anúncios para a Disney e Universal Studios.
A sua atividade favorita é fazer exercício, o que inclui (entre outras coisas): claque, natação, surf, treinar para triatlos com o seu amigo Chris e, a sua preferida, ginástica. Nos tempos livres, gosta de fazer chamadas de FaceTime com amigos, socializar através do Snapchat e Facebook, passar tempo com o namorado, participou no seu primeiro concurso de beleza e desfilou em vários eventos de moda. Ela adora maquilhagem e moda.
Sobre a sua alcunha, «Abigail the Advocate», ela diz que para si significa que é «uma espécie de professora», e que surgiu do facto de «adorar mesmo pessoas e crianças pequeninas!»
Cada dia é uma celebração, uma bênção e um testemunho da importância da determinação!
O pai, Steve Adams, diz: «As pessoas com deficiência têm capacidades... É importante conseguirmos trabalhar para as descobrir.» Ele também insistiu (como pai de uma jovem com síndrome de Down): «Certifiquem-se de que não são vocês a impedir o vosso ente querido de ter sucesso. Não os impeçam de experimentar coisas e, se não conseguirem à primeira, não tenham medo de continuar a tentar.»
O Jaka perguntou depois: «Que tipo de problemas de fala é que a Abigail tinha no início?»
O Steve sublinhou a importância da intervenção precoce e disse que a terapia da fala «foi algo que ela começou muito cedo, quando era bebé». Quis também deixar claro que «a diferença que a terapia da fala fez é imensurável, e faz parte de imensas coisas, tais como: interagir com os colegas, participar em eventos nos quais, de outra forma, não conseguiria estar presente, e ela também consegue ajudar os amigos». Afirmou que isto «é uma grande parte de ser uma defensora (advocate); ela consegue ajudar os amigos a participar em eventos nos quais normalmente não conseguiriam, e consegue ajudá-los a falar com mais clareza».

O Jaka perguntou mais especificamente sobre a prática da terapia da fala em casa, e o Steve mencionou que a Abigail faz terapia da fala há 16 anos (tem agora 20), ou até há mais tempo se contarmos com o trabalho das capacidades motoras orais. Atualmente, vai a sessões uma vez por semana. O Steve referiu ainda que o primeiro problema que tiveram de enfrentar foi o «baixo tónus (muscular)», uma vez que as crianças com síndrome de Down nascem frequentemente com hipotonia e hiperlaxidão ligamentar.
O Steve continuou, explicando que a prática em casa envolvia muita repetição e acontecia em todo o lado. «Quer seja num restaurante, em casa ou no carro, fazemos pequenas coisas, porque é fundamental repetir. Ela fica farta de me ouvir dizer “consegues dizer isso com mais clareza?”, por isso criámos a nossa própria linguagem gestual (para que eu possa perguntar sem palavras) quando estamos em público.»
A Abby diz: «Ajudam mesmo muito», e refere que os seus exercícios favoritos de terapia da fala são os de escuta.
O Steve também afirmou que é importante não nos contentarmos com respostas fáceis de apenas uma palavra, e que trabalham constantemente para «expandir as frases e não aceitar respostas simples de uma só palavra». O Steve terminou o podcast dizendo: «Ela tem tido uma vida com muito mais aventuras do que eu tive (com a idade dela), mas exige muito esforço. E a Abigail é muito trabalhadora.»
Viva a Abigail! És uma verdadeira inspiração.
Por Robert McKenzie