Educação na Síndrome de Down – Dicas de uma Professora

Neste Artigo: Aplicação de Terapia da Fala para a Síndrome de Down | Entrevista com a Megan | Como foi o teu processo de aprendizagem? | Qual é a tua experiência com a terapia da fala? | Descreve o teu maior desafio? | Que métodos...

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Neste Artigo

  • Aplicação de Terapia da Fala para a Síndrome de Down
  • Entrevista com a Megan
    • Como foi o teu processo de aprendizagem?
    • Qual é a tua experiência com a terapia da fala?
    • Descreve o teu maior desafio?
    • Que métodos resultaram contigo?
    • Tens algum conselho para pais e crianças?
    • Que ferramentas utilizas para melhorar a fala?
    • De que tipo de ferramentas e recursos costumas precisar?

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) afirma que “os cromossomas determinam como o corpo do bebé se forma durante a gravidez e como funciona à medida que cresce no útero e após o nascimento. Os bebés com síndrome de Down têm uma cópia extra de um destes cromossomas, o cromossoma 21. O termo médico para ter uma cópia extra de um cromossoma é ‘trissomia’. A síndrome de Down também é conhecida como ‘Trissomia 21’. Esta cópia extra altera a forma como o corpo e o cérebro do bebé se desenvolvem, o que pode causar desafios mentais e físicos ao bebé.

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A síndrome de Down é uma condição para a vida toda. O apoio precoce ajuda frequentemente os bebés e crianças com síndrome de Down a melhorar as suas capacidades físicas e intelectuais. A maior parte destes serviços foca-se em ajudar estas crianças a desenvolverem todo o seu potencial. Estes apoios incluem terapia da fala, terapia ocupacional e fisioterapia, sendo tipicamente oferecidos através de programas de intervenção precoce. As crianças com síndrome de Down também podem necessitar de apoio ou atenção extra na escola, embora muitas estejam integradas em turmas regulares.”

Este artigo é uma entrevista com a Megan Casilla-Mwaura, que tem experiência direta no ensino de crianças com síndrome de Down. É professora do ensino básico nos Estados Unidos e tem um primo cujo filho tem síndrome de Down. Ela também escreve para vários sites de aplicações digitais e móveis. A Megan foi chamada para ajudar a ensinar a criança a falar.

Mas antes disso, existe um recurso que está a ajudar pessoas com síndrome de Down a falar melhor e mais cedo.

Aplicação de Terapia da Fala para a Síndrome de Down

O Speech Blubs é uma aplicação de terapia da linguagem desenvolvida inicialmente para crianças com autismo, síndrome de Down e apraxia da fala! Assim que o teu filho começar a falar, o Speech Blubs vai ajudar-te como uma atividade complementar da fala.

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Entrevista com a Megan

Como foi o teu processo de aprendizagem?

As crianças com síndrome de Down dependem, geralmente, muito da aprendizagem visual. Como o processo de aprendizagem é mais lento, demoram mais tempo a processar a informação. Para acelerar esse processo, precisei de manter uma comunicação constante com o menino.

As crianças com síndrome de Down têm memória de curto prazo para a comunicação verbal. Normalmente, aos dois anos de idade, os bebés já dizem palavras. Mas, nas crianças com Down, demora cerca de quatro anos até começarem a demonstrar interesse em falar.

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O meu processo de aprendizagem começa com o condicionamento. Falar diretamente (sem conversa de bebé) com a criança é fundamental. O meu sobrinho ainda não consegue falar, mas compreende-me muito bem.

Comecei a andar pela casa a ensinar-lhe o nome dos objetos. Na verdade, a sua primeira palavra real foi «CHAMA», referindo-se a como um determinado objeto se chama.

Ele costuma andar sempre com uma pequena figura de ação do «Chopper», da mundialmente famosa série de manga e anime «One Piece». Utilizei o Chopper para lhe apresentar novas palavras. Costumamos ficar numa divisão da casa durante uma semana de cada vez. Inicialmente, queria que ele aprendesse palavras da cozinha para poder dizer à mãe que comida não queria comer, mas ele interessou-se mais pela casa de banho, porque adora tomar banho.

Qual é a tua experiência com a terapia da fala?

É mais fácil quando ele está interessado na terapia da fala. Como as crianças com síndrome de Down são muito visuais, ele gosta quando eu exagero no movimento da boca ao pronunciar letras como o «v», o «l», o som «ch», o «r» e muitas outras.

Também tenho utilizado aplicações de terapia da fala, especialmente quando não estamos juntos. Deixei uma lista das aplicações aqui.

Descreve o teu maior desafio?

O meu sobrinho não aprende com facilidade palavras pelas quais não tem interesse. Ele repete com frequência palavras com as quais já está familiarizado e, em alguns dias, recusa-se terminantemente a aprender algo novo e só quer estar com a mãe.

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Além dos problemas comportamentais típicos, o meu maior desafio é a retenção das palavras; ele esquece-se de alguns termos quando aprende palavras novas.

Que métodos resultaram contigo?

A «repetição» e o «mostrar e explicar». Estas duas estratégias sempre funcionaram comigo ao ensinar crianças com síndrome de Down ou com outros tipos de autismo.

A repetição acompanhada da apresentação dos objetos reais ou com recurso a cartões de imagens, fotografias e vídeos ajudou imenso. Mostrar ao meu sobrinho diferentes cores e tipos da mesma coisa também ajudou bastante.

Tens algum conselho para pais e crianças?

É tudo uma questão de paciência. Qualquer pai ou mãe que esteja a ensinar uma criança com síndrome de Down precisa de ter muita. E não sejas demasiado exigente se não conseguirem acompanhar o ritmo. Dá tempo ao teu filho para processar novos termos, dá-lhe tempo para compreender o que estás a dizer. As crianças com Down são altamente funcionais – desde que lhes ensines bem.

Aqui tens um guia publicado no nosso site.

Que ferramentas utilizas para melhorar a fala?

Também utilizo ferramentas como aplicações de palavras ou dicionários visuais. Ajudam imenso. Mas o que ajuda ainda mais são as videochamadas. Mostro-lhe a minha casa ou, quando estou na praia, ligo-lhe e mostro-lhe como é um peixe ou qual é a cor da areia.

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De que tipo de ferramentas e recursos costumas precisar?

Ao ensinar individualmente, nunca posso ficar sem papel para fazer origami ou sem uma caneta para fazer desenhos. Ter um conjunto de cartões de imagens e uma câmara fotográfica digital é essencial. A minha câmara é muito importante, pois tiro fotografias a coisas que vejo à volta para que lhas possa mostrar na vez seguinte em que nos virmos.

Também utilizo aplicações e ferramentas de aprendizagem. Peço à minha prima para as descarregar no telemóvel e para envolver o filho durante 30 minutos de aprendizagem de cada vez, nada mais.

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