Ir para o Jardim de Infância Pode Ajudar no Desenvolvimento da Fala?
Neste Artigo A Perspetiva de uma Terapeuta da Fala sobre o Jardim de Infância Ir para a escola expõe a criança a interlocutores não familiares Incentiva o desenvolvimento do processamento auditivo A comunicação social é um...
Neste Artigo
- A Perspetiva de uma Terapeuta da Fala sobre o Jardim de Infância
- Ir para a escola expõe a criança a interlocutores não familiares
- Incentiva o desenvolvimento do processamento auditivo
- A comunicação social é uma constante diária
- A expressão verbal normalmente aumenta no ambiente escolar
- A Perspetiva de uma Mãe sobre o Pré-Escolar
- A primeira coisa que notei foi o seu vocabulário.
- A segunda coisa que notei foi a estrutura das suas frases.
- Em terceiro lugar, a sua capacidade e vontade de responder a perguntas com pronomes interrogativos está a aumentar.
Vou dar respostas curtas e diretas. E são exatamente as mesmas, tanto do ponto de vista profissional COMO do de mãe.
A resposta... é um grande SIM! A escola ajuda mesmo no desenvolvimento da fala e vou explicar-te porquê!

A Perspetiva de uma Terapeuta da Fala sobre o Jardim de Infância
Ir para a escola expõe a criança a interlocutores não familiares
Como pais e cuidadores, antecipamos aquilo de que os nossos filhos precisam, lemos nas entrelinhas, deixamos que nos puxem para o que querem e que usem mais gestos do que palavras. No ambiente escolar, isso não vai acontecer. Eles terão de aprender a comunicar as suas necessidades e vontades, tanto a outras crianças como aos adultos da escola.
Incentiva o desenvolvimento do processamento auditivo
O «processamento auditivo» é quando ouves a informação, a compreendes e depois és capaz de responder verbalmente ou por escrito. Em casa, as crianças normalmente não têm de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, mas na escola pede-se-lhes que sigam instruções e sequências de vários passos. Isto está diretamente relacionado com a linguagem recetiva (o que é compreendido) E expressiva (o que é produzido) – ambas essenciais para as competências de fala e linguagem.
A comunicação social é uma constante diária
Algumas crianças com perturbações de linguagem têm dificuldades com a pragmática social, ou seja, com as regras sociais da linguagem. Não há sítio mais desafiante para estas crianças do que o recreio, o refeitório e certos momentos na sala de aula ou no corredor. Durante as férias, a criança tem com maior frequência a liberdade de escolher com quem quer conviver e durante quanto tempo, mas na escola o grupo de pares e a rotina são bastante fixos. Os alunos têm de navegar pelo complexo mundo da linguagem corporal, das expressões faciais, das emoções e da linguagem social. Esta é uma exigência ao longo de todo o dia, que começa quando entram no autocarro escolar e dura até regressarem a casa.
A expressão verbal normalmente aumenta no ambiente escolar
Estar na escola expõe a criança a outros miúdos que são diferentes dela. Podem falar línguas diferentes, ter sotaques ou conhecer palavras novas. Isto não só lhes ensina a aceitação (antes mesmo de perceberem o significado dessa palavra), como também constitui a base para melhorar as competências de fala e linguagem.

A Perspetiva de uma Mãe sobre o Pré-Escolar
A minha filha começou a frequentar o pré-escolar na semana passada. Até agora, tem sido uma experiência incrível para ela. Quer dizer, apanhou uma constipação/vírus logo na primeira semana e passou-a ao irmão mais novo, mas bem... ossos do ofício, não é?
A primeira coisa que notei foi o seu vocabulário.
A Nora sempre foi uma miúda comunicativa e a sua fala sempre foi «avançada», MAS, logo no PRIMEIRO dia em que chegou a casa, veio a falar sobre saltar à corda e fazer batidos de morango. Ficou exposta a novas palavras de imediato, quer através dos educadores QUER dos outros miúdos.
A segunda coisa que notei foi a estrutura das suas frases.
As frases dela estavam a tornar-se mais longas e complexas. Começou a incluir palavras como «finalmente» e «nunca» na sua fala com mais consistência e começou a usar conjunções para formar frases mais compridas.
Em terceiro lugar, a sua capacidade e vontade de responder a perguntas com pronomes interrogativos está a aumentar.
Antes, fazíamos-lhe perguntas e, se ela estivesse com vontade de responder, respondia. Agora, mal entra no carro, perguntamos-lhe O QUE fez, COM QUEM brincou e QUANDO aconteceu determinada coisa. Ela queria mesmo contar-nos como tinha sido o seu dia e ficava entusiasmada ao ver as nossas reações.
Por isso, a decisão de quando o teu filho começa a escola cabe-te a ti, mas recomendo vivamente que tentes colocá-lo no pré-escolar antes de entrar no 1.º ciclo.
Os programas do pré-escolar trabalham muitas competências de base necessárias para a escola primária e também desenvolvem competências importantes de fala e linguagem que, muitas vezes, são descuradas ou subestimadas.
Se não conseguires colocá-lo no pré-escolar (bem sabemos como é tããão caro), encorajo-te a procurar grupos de brincadeiras, atividades para pais e filhos e a descarregar o Speech Blubs para reforçar essas competências essenciais de linguagem!
Quanto mais exposto à linguagem o teu filho estiver, melhor será a sua experiência de aprendizagem!
Por Stacie Bennett