Mês de Conscientização sobre o Autismo: Espalhando a Mensagem

Vamos entender melhor o transtorno do espectro autista ao:

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Vamos entender melhor o transtorno do espectro autista ao:

  1. Apresentar um breve histórico do transtorno do desenvolvimento;
  2. Definir o TEA;
  3. Listar as características do TEA;
  4. Compartilhar mitos vs. verdades;
  5. Dar orientações sobre como fazer a triagem do seu filho;
  6. Compartilhar dicas para lidar com o TEA;
  7. Divulgar a mensagem sobre o Mês de Conscientização sobre o Autismo.

A história do autismo

Antes de compartilhar a definição mais recente do TEA, é importante conhecer a história do conceito. Como esperado, a compreensão do transtorno evoluiu bastante desde que foi idealizado pela primeira vez, em 1911, pelo psiquiatra alemão Eugen Bleuler. “Ele usou o termo ‘autismo’ para descrever um sintoma dos casos mais graves de esquizofrenia — outro conceito criado por ele. No início, ele acreditava que o pensamento autista era caracterizado por desejos infantis de evitar realidades insatisfatórias e substituí-las por fantasias e alucinações. O termo ‘autismo’ definia a ‘vida interior’ simbólica da pessoa e não era facilmente acessível a observadores (Bleuler, 1950[1911]: 63).”

Essa definição foi considerada correta pela maioria, incluindo o renomado psicólogo suíço Jean Piaget, até meados da década de 1960, quando psicólogos infantis britânicos confirmaram que a psicologia infantil era de fato uma ciência, e (que o autismo significava) o exato oposto do que havia significado até então. A definição da palavra autismo foi então reformulada radicalmente: de uma descrição de alguém que fantasiava muito para alguém que não fantasiava absolutamente nada (Rutter, 1972: 327).

Definindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

A Autism Society define o autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), como “uma deficiência complexa do desenvolvimento, que normalmente surge durante a infância e afeta a capacidade da pessoa de se comunicar e interagir com os outros.

Embora não haja atualmente uma única causa conhecida para o autismo, o diagnóstico precoce ajuda a pessoa a receber o apoio e os serviços de que precisa, o que pode levar a uma vida de qualidade e cheia de oportunidades.”

https://www.youtube.com/watch?v=x2hWVgZ8J4A

Características do autismo

A American Psychiatric Association relata que as características do TEA se dividem em três categorias:

  • Problemas de interação social e comunicação: incluindo dificuldades em manter conversas cotidianas de vaivém, redução no compartilhamento de interesses ou emoções, desafios para compreender ou responder a sinais sociais como contato visual e expressões faciais, déficits em desenvolver/manter/compreender relacionamentos, entre outros.
  • Dificuldade de se relacionar com pessoas, coisas e eventos: incluindo dificuldade para fazer amigos e interagir com as pessoas, dificuldade para interpretar expressões faciais e não fazer contato visual.
  • Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades: sacudir as mãos (flapping), andar na ponta dos pés, necessidade de rotinas previsíveis, ficar sobrecarregado por barulhos altos, etc.

Mitos vs. Verdades

A página do Autism Resource Center “espera apresentar alguns dos mitos e equívocos mais comuns sobre o autismo.”

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Como fazer a triagem do seu filho

A American Academy of Pediatrics (AAP) recomenda “a triagem de todas as crianças para sintomas de TEA por meio de uma combinação de vigilância do desenvolvimento em todas as consultas e testes de triagem padronizados específicos para autismo aos 18 e 24 meses de idade nas consultas de puericultura, porque crianças com TEA podem ser identificadas ainda bebês, e a intervenção precoce pode e realmente influencia os resultados futuros.”

11 dicas para lidar com o autismo

Aqui estão 11 dicas para lidar no dia a dia com alguns dos desafios de criar uma criança com TEA:

1. Vá com calma.

Saiba a hora de fazer uma pausa.

2. Saia da internet.

Ela pode assustar você pra valer. Sério, pare de bancar o “Dr. Google do Autismo”. Dê um tempo dos sites de busca.

3. Entre na internet.

Acesse redes sociais. Converse com outros pais. Conheça pessoas que passam pelo mesmo. Você vai entender melhor se certos caminhos funcionam para você. Grupos no Facebook, no Twitter e fóruns online podem ser incríveis.

4. Prepare-se para ouvir muitos conselhos que não pediu.

Aviso: eles nunca acabam. Um pouco de sarcasmo e levantar as sobrancelhas por cima dos óculos costumam ajudar bastante.

5. Respeite os mais experientes no mundo do TEA.

Reconheça que o que os outros fazem funciona para eles. Você vai entender o porquê. Não queira ser aquele pai que já sabe de tudo logo de cara. Lembre-se de que eles estão sem dormir há muito mais tempo que você.

6. Aceite o fato de que você vai tentar coisas que simplesmente não vão funcionar. 

Algumas terapias, abordagens ou medicamentos não vão dar em nada.

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7. Autismo custa caro pra caramba.

Não tenha vergonha de pedir terapias e/ou atividades de desenvolvimento como presentes.

8. Aceite que algumas pessoas que compram presentes para o seu filho não vão fazer o que foi sugerido acima.

Você vai ganhar muitos presentes pelos quais seu filho não terá o menor interesse. Guarde. Talvez em um ou dois anos ele se interesse. Ou doe. Passe para frente. Troque por dinheiro para as terapias.

9. Esteja aberto a tentar coisas que parecem absurdas.

Você realmente não tem como saber ao que o seu filho vai responder bem. Dê uma chance de verdade antes de decidir se funciona ou não. Isso pode significar experimentar o aplicativo Speech Blubs, uma nova dieta, medicações, etc.

10. Leve seu filho a todos os lugares.

Você está ensinando estratégias para ele lidar com o mundo. A vida acontece lá fora. Um passo de cada vez. A partir de agora, a rotina vai exigir um planejamento quase militar. Avise seu filho sobre o que vai acontecer, mas não deixe de viver sua vida.

11. Permita-se um momento de desabafo. 

Reclame, chore, desabafe e coloque tudo para fora sempre que precisar. Mais de uma vez, se for necessário. Só não fique presa a isso por tempo demais.

Mês de Conscientização sobre o Autismo

O mês de abril é o Mês de Conscientização sobre o Autismo. A maioria das escolas tem alunos com TEA. Estejam eles em um programa de apoio específico ou integrados às turmas regulares, é fundamental que os pais se informem sobre o autismo. O TEA afeta uma a cada 110 crianças, então há uma grande chance de que seu filho conviva com um colega autista. Saber o que esperar ajuda crianças e adultos a entenderem melhor essas pessoas, além de diminuir o receio em relação à inclusão nas salas de aula. Para saber mais sobre o autismo, acesse o site da Autism Society.

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