Transtorno do Espectro Autista (TEA): um guia completo
O termo autismo não significa mais o que significava antigamente. "Autismo" foi originalmente usado em 1911 por um psiquiatra alemão chamado Eugen Bleuler para descrever um conjunto de sintomas graves de esquizofrenia. Esse equívoco continuou até...
O termo autismo não significa mais o que significava antigamente. "Autismo" foi originalmente usado em 1911 por um psiquiatra alemão chamado Eugen Bleuler para descrever um conjunto de sintomas graves de esquizofrenia. Esse equívoco continuou até a década de 1960, quando a psicologia infantil se consolidou como ciência.
Guia do Transtorno do Espectro Autista:
- Alguns mitos comuns sobre o TEA incluem:
- Como reconhecer os primeiros sinais do Transtorno do Espectro Autista
- Primeiros sinais de autismo
- Regressão no desenvolvimento
- Diagnosticando o TEA
- As causas do autismo
- Hereditariedade no autismo
- TEA e hiperêmese gravídica
- Terapias e ferramentas para o autismo
- Terapia pelo brincar Floortime
- Metas do PEI para o autismo
- Modelagem em vídeo e autismo
- Autismo e fala
- TEA e atraso na fala
- Autismo não verbal
- Formas de incentivar o desenvolvimento da fala em casa
- PECS e autismo
- Como personalizar o PECS para o seu filho
- Comportamento de stimming (autorregulação)
- Stimming oral
- Questões sensoriais
- Sinestesia e autismo
- Aversões alimentares e autismo
- Recursos, livros e revistas sobre autismo para pais
Hoje, o termo autismo é conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ele é usado para descrever um transtorno complexo do desenvolvimento que afeta a comunicação e as habilidades sociais, manifestando-se pela primeira vez na infância. Ao falar sobre o TEA, é fundamental separar os mitos dos fatos sobre esse transtorno do desenvolvimento.
Boas-vindas à nossa série de guias completos, conectando os autores do nosso blog em torno de temas importantes que são explorados detalhadamente em nosso site. O assunto deste guia traz tudo o que os pais precisam saber sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Você pode baixar o guia completo em formato de e-book aqui:
Alguns mitos comuns sobre o TEA incluem:
O autismo tem cura.
- Fato: O autismo não tem cura. É um transtorno do desenvolvimento que dura a vida toda.
Indivíduos com autismo não conseguem ter uma vida independente e bem-sucedida.
- Fato: Pessoas autistas podem viver vidas plenas, felizes e bem-sucedidas com a ajuda de fonoaudiologia e terapia ocupacional.
A causa do autismo é a má criação dos pais.
- Fato: Não existe uma causa única conhecida para o autismo. Estudos sugerem que o desenvolvimento do autismo tem início antes do nascimento.
Pessoas com autismo não falam.
- Fato: O autismo é complexo. Algumas pessoas desenvolvem a fala normalmente, enquanto outras se comunicam por meio de uma combinação de palavras, gestos e dispositivos de comunicação.
Esses equívocos tão comuns sobre o autismo só mostram a necessidade de conscientização. Por isso, abril é o Mês da Conscientização sobre o Autismo. Para entender melhor esse transtorno do desenvolvimento, os pais precisam saber identificar a condição que afeta 1 em cada 110 crianças.
Como reconhecer os primeiros sinais do Transtorno do Espectro Autista
O autismo é um transtorno complexo no qual não existem duas crianças ou adultos que apresentem exatamente os mesmos sinais e sintomas. Ele também afeta diferentes áreas da vida de uma pessoa. Enquanto uma área pode ser muito afetada, outra pode não apresentar sinal algum de autismo. Por exemplo: uma criança pode ter dificuldades com questões sensoriais, mas ser perfeitamente capaz de manter uma conversa fluida.
Primeiros sinais de autismo
https://www.youtube.com/watch?v=z7NeBs5wNOA
Sociais
- Dificuldade para autorregular as emoções
- Dificuldade para se adaptar a novos ambientes
- Só consegue se concentrar em uma tarefa de cada vez
- Não responde às perguntas de forma adequada ou não responde de todo
- Dificuldade para manter uma conversa de ida e volta
- Dificuldade para se relacionar com outras pessoas
Linguagem
- Perda de habilidades de linguagem adquiridas anteriormente, por volta dos três anos de idade
- Primeiras palavras são substantivos (objetos) em vez de nomes próprios (pessoas) e verbos (ações)
- Atraso em gestos e expressões não comunicativas no primeiro ano de vida (dar tchau ou apontar)
- Repete palavras imediatamente após ouvi-las. Isso também é conhecido como "ecolalia". A ecolalia tardia também pode acontecer, quando a criança repete palavras ouvidas horas, dias ou semanas antes.
- Contato visual limitado com os outros
- A fala pode parecer robotizada e as palavras podem não soar com fluidez natural
- Não compreende normas sociais de comunicação, como o volume da voz ou não interromper os outros
- Dificuldade para entender humor ou sarcasmo
- Necessidade intensa de rotina e previsibilidade
- Pouco ou nenhum senso de perigo/medo
- Incapacidade de planejar ou organizar tarefas
- Dificuldades para resolver problemas simples
- Não usa brinquedos de maneira adequada ou para a finalidade pretendida
- Brincadeiras repetitivas
Comportamento e regulação emocional
- Não lida bem com mudanças na rotina
- Dificuldade para aplicar habilidades já aprendidas
- Usa objetos de maneiras incomuns ou cria apego excessivo a certos objetos ou brinquedos
- Comportamentos de autorregulação/stimming (balançar o corpo, mastigar objetos, abanar as mãos)
- Formas incomuns de expressar emoções (comportamento agressivo, crises emocionais, birras intensas, fugas)
- Padrões repetitivos e rígidos de brincadeiras, interesses e comportamentos
- Dificuldade de autogestão e autocontrole
Sensorial e alimentação
- Reações exageradas ou falta de reação a estímulos ambientais, como luz, sons e situações sociais
- Prefere brincar sozinho(a)
- Muito seletivo(a) com a comida devido a questões sensoriais
- Prefere um número bastante restrito de alimentos
Regressão no desenvolvimento
A regressão no desenvolvimento acontece quando a criança perde uma habilidade que já havia conquistado. Por exemplo, uma criança que já usava o penico volta a fazer xixi na roupa, ou uma criança que falava bastante volta a balbuciar ou a usar sons desconexos. Para muitas crianças, a regressão no desenvolvimento é apenas temporária e pode ser reflexo do aprendizado de uma nova habilidade ou de uma grande mudança de vida.
A regressão no desenvolvimento acontece quando a criança perde uma habilidade adquirida.
Mas, para algumas crianças, essa regressão ocorre devido ao surgimento dos sintomas do autismo. No primeiro ano de vida, muitas crianças que mais tarde serão diagnosticadas com autismo se desenvolvem normalmente. É possível que um bebê com menos de um ano não mostre nenhum sinal de autismo. No entanto, assim que a criança completa dois anos, muitos pais começam a notar sinais que ela nunca havia demonstrado antes.
Se a criança passar por uma regressão no desenvolvimento que não esteja ligada ao aprendizado de um novo marco ou a uma grande mudança de vida, é essencial realizar uma avaliação ou triagem para autismo.
Diagnosticando o TEA
Assim que a criança apresentar sinais de autismo ou regressão no desenvolvimento, uma avaliação para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser realizada. Algumas crianças recebem o diagnóstico de autismo já aos 18 meses. Para a maioria, o diagnóstico costuma acontecer após os dois anos de idade.
Embora toda criança deva passar por triagens de desenvolvimento para autismo aos 9, 18 e 24 ou 30 meses com o pediatra, os sinais ainda podem passar despercebidos. Algumas crianças com maior risco para transtornos do desenvolvimento podem precisar de consultas adicionais para investigações mais detalhadas.
O processo de diagnóstico do autismo envolve três etapas principais:
Etapa 1: Triagem
Antes de receber um diagnóstico, a criança passa por uma triagem inicial. Esse processo leva cerca de 15 minutos e envolve uma conversa e a observação dos marcos e habilidades já alcançados ou atrasados. Para a criança, essa triagem inicial é totalmente livre de estresse: tudo o que ela precisa fazer é brincar. O médico vai observar e interagir com ela por meio da brincadeira para ver como ela fala, aprende e se comporta.

Etapa 2: Pediatra do desenvolvimento
Se o médico da triagem inicial considerar necessária uma investigação mais aprofundada, ele encaminhará a criança a um pediatra do desenvolvimento. Esse especialista é focado no desenvolvimento infantil e é capaz de identificar uma série de transtornos comportamentais e do desenvolvimento em crianças.
O pediatra do desenvolvimento também pode ajudar a:
- Orientar o planejamento escolar e os serviços de apoio necessários
- Prescrever medicações, se indicado
- Solicitar exames e avaliações médicas complementares
- Oferecer acompanhamento a longo prazo para o desenvolvimento da criança em programas educacionais e de manejo comportamental

Etapa 3: Avaliação diagnóstica completa
Depois da consulta com o pediatra do desenvolvimento, é realizada uma avaliação multidisciplinar completa. Trata-se de um processo mais aprofundado que envolve neurologista infantil, fonoaudiólogo(a) e psicólogo(a) infantil. Juntos, todos esses profissionais ajudarão a determinar se a criança tem autismo.
Para determinar se a criança apresenta ou não sinais de autismo, quatro instrumentos principais costumam ser utilizados no diagnóstico do TEA:
- Entrevista de Diagnóstico do Autismo (ADI-R) – Avalia a criança ou adulto em três áreas principais do comportamento: interação social, comunicação/linguagem e interesses/comportamentos restritos e repetitivos.
- Escala de Observação para o Diagnóstico do Autismo (ADOS) – Examina a interação social, a brincadeira, a comunicação e a imaginação da criança com diferentes materiais.
- Escala de Classificação do Autismo na Infância (CARS) – Usada apenas para crianças acima de dois anos, avalia detalhadamente o comportamento, as habilidades e as características da criança.
- Escala de Avaliação do Autismo de Gilliam (GARS) – Indicada para o diagnóstico em crianças com mais de três anos, informa pais, professores e profissionais sobre o nível de gravidade do transtorno.
As causas do autismo
Apesar dos muitos mitos sobre as causas do autismo, não existe um único fator isolado que cause o transtorno. Pelo contrário: a ciência vem descobrindo que o autismo surge a partir de uma combinação de diversos fatores.
Até o momento, existem sete fatores associados ao desenvolvimento do autismo na infância.

1. Papel da genética
Cada família tem uma probabilidade de cerca de 1 em 68, ou 1,5% de chance, de ter um filho com autismo. Porém, como os familiares compartilham uma carga genética semelhante, famílias que já têm um filho com autismo têm um risco 20% maior de ter outro filho autista. Esse risco sobe para 30% caso a família já tenha dois ou mais filhos no espectro.
Pesquisadores suecos identificaram conexões entre o histórico familiar de transtornos mentais e neurológicos — como TDAH, esquizofrenia ou depressão — e as chances de ter um filho com autismo. Os resultados apontaram que:
- Crianças com pais ou irmãos com transtornos mentais e neurológicos apresentavam um risco 4,7 vezes maior.
- Crianças com histórico familiar de transtornos mentais e neurológicos tinham um risco 7,6 vezes maior de desenvolver autismo acompanhado de deficiência intelectual.
Outros estudos mostram resultados semelhantes, apontando um aumento na probabilidade de autismo se um irmão tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou se um dos pais tem depressão, ansiedade, transtorno bipolar ou esquizofrenia.
2. Complicações no parto
O American Journal of Perinatology observou que as crianças apresentavam maior risco de desenvolver autismo se passassem por complicações durante o parto. As complicações que mostraram maior associação com o autismo incluem:
- Pré-eclâmpsia
- Descolamento prematuro da placenta
- Parto pélvico ou transversal
- Privação de oxigênio durante o trabalho de parto (asfixia perinatal)
- Prolapso ou exposição do cordão umbilical
Embora nenhuma complicação de parto isolada determine se a criança terá autismo ou não, pesquisas mostram que bebês que passaram por essas intercorrências apresentam um risco estatisticamente aumentado de desenvolver o transtorno.

3. Síndromes genéticas
Embora seja raro, a genética pode desempenhar um papel significativo no risco e no desenvolvimento do autismo. Tanto a Síndrome de Rett quanto a Síndrome do X Frágil estão associadas a um risco consideravelmente maior de autismo.
No entanto, vale lembrar que ambas as síndromes são extremamente raras e resultam de mutações genéticas específicas.
4. Filhos de pais com idade mais avançada
Estudos realizados na Dinamarca, em Israel, na Suécia e na Califórnia descobriram que homens com mais de 40 anos apresentam uma probabilidade até seis vezes maior de ter um filho com autismo. Os pesquisadores suspeitam que homens que têm filhos após os 40 anos possam carregar traços autistas mais sutis, o que pode adiar relacionamentos amorosos e a decisão de ter filhos.
Outras pesquisas apresentaram resultados divergentes, o que pode questionar essa teoria. Embora a idade avançada dos pais não possa ser totalmente descartada como fator associado, ela ainda é considerada uma hipótese sem comprovação definitiva.
5. Baixo peso ao nascer
Considera-se baixo peso ao nascer qualquer valor abaixo de 2,5 kg. Quando o bebê nasce com baixo peso ou prematuro, ele pode não ter completado todo o desenvolvimento fetal necessário. O CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA) constatou que bebês nascidos com menos de 2,5 kg tinham um risco 2,3 vezes maior de desenvolver autismo. O mesmo estudo também apontou que meninas nascidas abaixo do peso apresentavam um risco 3 vezes maior.

6. Exposição a toxinas ambientais
Acredita-se que metais pesados e toxinas ambientais possam estar entre os fatores contribuintes para o autismo. No entanto, isso ainda é apenas uma hipótese: até o momento, não há estudos conclusivos que comprovem essa relação direta.
O Children’s Environmental Health Center lista 10 toxinas e substâncias químicas comuns sob suspeita de relação com o autismo. Por precaução, recomenda-se que gestantes limitem o contato com as seguintes toxinas ambientais:
- Compostos perfluorados
- Desreguladores endócrinos
- Metilmercúrio
- Chumbo
- Pesticidas organofosforados
- Bifenilos policlorados (PCBs)
- Pesticidas organoclorados
- Retardantes de chama bromados
- Chumbo
- Gases de escapamento de veículos
7. Infecções virais
Segundo pesquisas da American Society for Microbiology, gestantes com infecções ativas apresentaram o dobro do risco de ter um filho com autismo. Mais especificamente, certos vírus foram apontados por estudos como potencialmente ligados ao desenvolvimento do transtorno.
Estas seis infecções virais durante a gestação foram associadas a uma chance duas vezes maior de a mulher ter um filho com autismo:
- Citomegalovírus
- Sarampo
- Vírus Epstein-Barr
- Rubéola
- Herpes-vírus humano 6
- Vírus do herpes simples 1 e 2
A ciência indica que uma combinação de fatores biológicos e ambientais é o que realmente contribui para o desenvolvimento do autismo, e não um único elemento isolado. Com o avanço das pesquisas, o objetivo é entender a combinação específica de fatores que influencia diretamente o aparecimento do espectro.
https://www.youtube.com/watch?v=wKlMcLTqRLs
Hereditariedade no autismo
Como sabemos que a genética é parte central nos debates sobre as causas do autismo, é muito importante entender algumas características comuns sobre hereditariedade e o diagnóstico do TEA.
- Pessoas com familiares autistas têm maior probabilidade de também receber o diagnóstico
- Meninos são mais diagnosticados com autismo do que meninas
- Crianças vacinadas e não vacinadas apresentam exatamente o mesmo risco de diagnóstico de autismo
- Filhos de pais mais velhos tendem a apresentar um risco ligeiramente maior
- Bebês prematuros nascidos antes de 26 semanas apresentam maior risco de autismo
Embora não haja uma causa única específica para o autismo, muitos especialistas acreditam que a genética e o ambiente atuam em conjunto. Acredita-se que certos genes possam afetar o desenvolvimento cerebral ou a forma como os neurônios se comunicam. Também é possível que genes específicos determinem se os sintomas serão mais leves ou mais intensos.
Apesar de serem hipóteses ainda em estudo, a genética, a hereditariedade e o ambiente são fatores fundamentais para compreender as origens do autismo.
Para saber mais sobre o papel da hereditariedade, leia o artigo Autismo… É hereditário?
TEA e hiperêmese gravídica
Além de investigar fatores genéticos e ambientais, a relação entre hiperêmese gravídica e autismo também vem sendo estudada como um possível fator associado. A hiperêmese gravídica é uma forma grave de enjoo matinal durante a gravidez, caracterizada por vômitos e náuseas intensos e frequentes. Acredita-se que seja causada por alterações hormonais e pelos altos níveis de hCG (gonadotrofina coriônica humana) no início da gestação.
Embora a causa exata da hiperêmese gravídica ainda não seja totalmente compreendida, os sintomas costumam surgir entre a 4ª e a 6ª semana. Muitas gestantes sentem alívio por volta da 14ª a 20ª semana, mas cerca de 20% das mulheres continuam precisando de cuidados médicos para o enjoo intenso durante o restante da gravidez.

A hiperêmese gravídica é uma forma grave de enjoo gestacional, caracterizada por vômitos e náuseas excessivos.
Um estudo recente do Southern California Research and Evaluation Center revelou que gestantes com hiperêmese gravídica tiveram uma probabilidade 53% maior de ter um filho diagnosticado com transtorno do espectro autista. O estudo também apontou que:
- Mães diagnosticadas com hiperêmese gravídica no primeiro e segundo trimestres apresentaram maior risco de ter um filho com autismo, mas o mesmo aumento de risco não foi observado em diagnósticos feitos no terceiro trimestre.
- A gravidade da hiperêmese gravídica não aumentou o risco de autismo.
- A relação entre hiperêmese gravídica e autismo foi maior entre meninas do que meninos, e mais prevalente em pessoas brancas e hispânicas do que em ilhéus do Pacífico e afrodescendentes.
- Os medicamentos usados para tratar a hiperêmese gravídica não apresentaram relação com o desenvolvimento do autismo.
Outro estudo realizado em 2018 pelo Telethon Kids Institute descobriu que gestantes com níveis de hCG muito altos ou muito baixos apresentavam maior risco de ter um filho no espectro autista.
Embora ambos os estudos tenham encontrado uma associação estatística entre o risco de autismo e a hiperêmese gravídica, isso não significa que o enjoo grave seja a causa do autismo. Mais pesquisas são necessárias para identificar ou descartar as reais causas do transtorno, incluindo a intensidade dos enjoos durante a gestação.
Terapias e ferramentas para o autismo
Após o diagnóstico de TEA do seu filho, pode ser bastante desafiador lidar com tantas consultas médicas, terapias e mudanças na rotina em casa. Mas o ponto mais positivo sobre as terapias para o autismo é que não existe uma fórmula única que sirva para todo mundo. Cada intervenção funciona de forma diferente para cada criança. Por isso, os tratamentos são sempre personalizados para atender às necessidades específicas do seu pequeno. No acompanhamento de crianças autistas, três terapias costumam ser amplamente utilizadas:
1. Análise do Comportamento Aplicada (ABA)
Esse tipo de intervenção é especialmente indicado para crianças diagnosticadas com autismo antes dos cinco anos. A ABA é considerada o padrão de excelência no apoio ao autismo porque ajuda a diminuir comportamentos desafiadores e fortalece condutas positivas por meio de reforço positivo. O terapeuta pode acompanhar e interagir com a criança na creche, em casa ou no parquinho, onde os desafios de comportamento costumam acontecer com mais frequência.

O ambiente natural é ideal não apenas para trabalhar momentos de crise e birras, mas também para estimular habilidades de faz de conta e empatia por meio de incentivos. Essa abordagem é excelente para lidar com comportamentos desafiadores, mas é um tratamento intensivo que costuma exigir de 20 a 40 horas semanais.
2. Intervenção para o Desenvolvimento das Relações (RDI)
Essa terapia é focada no pensamento crítico, nas habilidades de comunicação e nas interações sociais com as pessoas mais próximas da criança. Em vez de focar apenas no pequeno, a RDI envolve ativamente aqueles que convivem com ele diariamente (pais e educadores).
O envolvimento dos pais é a chave dessa abordagem! Você passa a ser uma extensão do trabalho terapêutico com seu filho. Embora seja uma metodologia relativamente nova, a RDI apresenta resultados muito promissores. Para alcançar bons progressos com a RDI, é essencial manter contato frequente com o orientador do programa e ter acesso a bastante material de apoio, incluindo palestras e vídeos de orientação.

A Intervenção para o Desenvolvimento das Relações tem seis objetivos principais:
- Referenciamento emocional: aprender com as experiências emocionais de outras pessoas.
- Coordenação social: observar e ajustar o próprio comportamento para participar de situações sociais.
- Linguagem declarativa: usar a comunicação não verbal e a fala para demonstrar curiosidade, facilitar a interação, compartilhar sentimentos e pensamentos, e coordenar ações com os outros.
- Pensamento flexível: adaptar-se e mudar de planos quando as circunstâncias mudam.
- Processamento de informações relacionais: resolver problemas sem respostas óbvias e lidar com situações que não têm uma solução puramente "certa ou errada".
- Previsão e retrospectiva: refletir sobre experiências passadas para antecipar possibilidades futuras com base no que já foi vivido.
3. Terapia de Integração Sensorial
A terapia de integração sensorial tem como foco reduzir as sensibilidades a estímulos, sejam eles luzes, texturas, ruídos ou toques. Essa abordagem é essencialmente baseada no brincar e trabalha justamente os estímulos aos quais a criança é mais sensível. Por exemplo: se a criança tem hipersensibilidade ao toque, o terapeuta vai interagir tocando suavemente o dorso da mão dela com diferentes texturas para promover a dessensibilização aos poucos. A integração sensorial é conduzida por terapeutas ocupacionais e estudos mostram que é uma intervenção muito eficaz para crianças com autismo de quatro a 12 anos.

Junto com a integração sensorial, seu filho também pode se beneficiar imensamente da fonoaudiologia. O objetivo principal da fonoaudiologia é desenvolver a comunicação e a interação social. O(a) fonoaudiólogo(a) auxilia a criança a se comunicar por meio de pranchas de comunicação alternativa, Língua de Sinais, cartões de figuras, treino de habilidades sociais e pragmáticas, sons e rimas. Todos esses recursos são fundamentais para expandir a comunicação verbal e não verbal.
Terapia pelo brincar Floortime
Outra abordagem muito utilizada por terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos(as) é o método Floortime (terapia pelo brincar no chão). Esse modelo foca em valorizar os pontos fortes da criança, descendo literalmente até o nível dela na brincadeira. Em vez de conduzir a criança por uma atividade rígida, é o pequeno quem assume a liderança de todas as etapas do jogo.
A terapia Floortime é construída sobre seis marcos de desenvolvimento:
- Autorregulação e interesse pelo mundo ao redor
- Pensamento emocional
- Ideias emocionais
- Comunicação de ida e volta
- Comunicação complexa
- Intimidade e engajamento nos relacionamentos
Para alcançar esses marcos, o terapeuta ou os pais interagem com a criança acompanhando o que ela está fazendo em um ambiente calmo. Se a criança estiver brincando com carrinhos no chão, o terapeuta ou os pais vão se sentar no chão e brincar com os carrinhos. Essas sessões de brincadeira normalmente duram de duas a cinco horas por dia.

Com o tempo, as interações entre o terapeuta e a criança se tornam mais complexas. Por exemplo, enquanto a criança brinca com um carrinho de brinquedo, aviões de brinquedo são introduzidos junto com uma linguagem adicional para criar uma brincadeira. O Floortime incentiva seu filho a responder a perguntas e a interagir com o terapeuta.
Em 2011, pesquisadores independentes na Tailândia e no Canadá descobriram que a terapia Floortime estava “melhorando significativamente o desenvolvimento emocional e reduzindo os sintomas centrais do autismo”.
Leia mais sobre a Terapia Floortime
Metas do PEI para o autismo
Como a maior parte da terapia do seu filho virá da fonoaudiologia, você pode ter curiosidade sobre as metas de habilidades de fala e linguagem para uma criança no espectro autista. Essas mesmas metas não servem apenas para a fonoaudiologia, mas também para o PEI (Plano de Ensino Individualizado) do seu filho. As metas de PEI a seguir são apenas exemplos. Cada criança com autismo tem necessidades diferentes, portanto, as metas do PEI do seu filho serão específicas para ele.
Atenção compartilhada
A atenção compartilhada refere-se à capacidade da criança de se concentrar em várias coisas ao mesmo tempo. Isso é essencial quando seu filho começa a ir para a escola. Ele precisa ser capaz de se concentrar em várias tarefas ao mesmo tempo. Embora muitas crianças com autismo tenham dificuldades com a atenção compartilhada, o PEI do seu filho pode focar em áreas específicas dessa habilidade.
Aqui estão algumas metas de atenção compartilhada para o PEI do seu filho:
- Responder à voz do professor
- Demonstrar compreensão por meio de contato visual e gestos
- Ser capaz de reconhecer e descrever as próprias emoções e as dos outros
Reciprocidade social
A reciprocidade social é fundamental para a interação com outras pessoas. Ela envolve a interação de ida e volta entre duas pessoas. Crianças com transtorno do espectro autista enfrentam dificuldades com a reciprocidade social, como iniciar uma interação, responder à interação dos outros, manter conversas e revezar os turnos na comunicação verbal.
Para ajudar seu filho com a reciprocidade social, aqui estão algumas metas para um PEI:
- Manter interações
- Iniciar conversas
- Manter o tema da conversa
- Reconhecer e tentar reparar falhas na comunicação
Metas de linguagem e cognitivas relacionadas
A linguagem é mais do que apenas falar. É compreender e usar a língua nativa por meio da comunicação verbal e não verbal. Apontar, acenar e expressões faciais são todos exemplos de comunicação não verbal.
Alguns exemplos de metas de linguagem e cognitivas relacionadas para o PEI do seu filho podem incluir:
- Usar gestos
- Virar as páginas de um livro enquanto aponta para as imagens
- Usar palavras e gestos para expressar intenções
- Resolução de problemas
- Compreender sequências de acontecimentos (sequências em histórias, letras do alfabeto)
- Usar e combinar palavras em combinações criativas
Regulação comportamental e emocional
Esta área das metas do PEI continua sendo uma das mais difíceis de dominar para crianças com autismo. A regulação comportamental e emocional envolve compreender emoções, processá-las, comunicar seus sentimentos e lidar com emoções difíceis.
Alguns exemplos de metas de regulação comportamental e emocional para um PEI incluem:
- Pedir uma atividade calmante quando estiver chateado
- Expressar emoções
- Conversar durante as transições de atividades
- Perceber e prever o comportamento social dos outros para monitorar o próprio comportamento
Leia mais sobre metas do PEI e autismo
Modelagem por vídeo e autismo
A modelagem por vídeo é outra forma de intervenção introduzida recentemente. No entanto, ela surgiu pela primeira vez em 1982 com Steinborn e Knapp, que utilizaram uma combinação de treino comportamental em ambiente escolar para ensinar regras de trânsito e pedestres a crianças no espectro autista.
Hoje, a modelagem por vídeo é considerada um método de referência para ensinar habilidades sociais e ajudar com o atraso na fala no autismo. A terapia avançou ainda mais com a ajuda de estudos científicos sobre os neurônios-espelho.

Os neurônios-espelho são células sensório-motoras no cérebro que disparam ou se ativam quando…
- Um indivíduo realiza uma ação
- Vê outra pessoa realizando a mesma ação
Acredita-se que esses tipos de neurônios estejam ligados a comportamentos sociais, especialmente à empatia e à imitação, o que pode explicar a cognição social nos seres humanos. Para aproveitar os neurônios-espelho, a modelagem por vídeo para habilidades sociais é usada com crianças com autismo. O Speech Blubs dá um passo além na modelagem por vídeo ao fazer as crianças falarem ou modelarem comportamentos e habilidades. Tudo o que seu filho precisa fazer na modelagem por vídeo é assistir aos vídeos do Speech Blubs e copiar a palavra ou ação demonstrada por outras crianças.
O aplicativo Speech Blubs e a modelagem por vídeo trarão os seguintes benefícios para o seu filho:
- Confiança para realizar tarefas copiadas e usar a fala no dia a dia
- Aprender mais rápido ao ver outras crianças realizando os comportamentos
- Aumentar a memorização dos comportamentos aprendidos por meio de atividades e jogos divertidos
Leia mais sobre a ciência por trás dos neurônios-espelho, da modelagem por vídeo e do autismo
Autismo e a fala
Um distúrbio da fala que afeta 65% das crianças com autismo é a apraxia de fala. Embora existam muitas formas de apraxia, a apraxia de fala afeta diretamente a língua, os lábios, a boca e a mandíbula na produção de sons claros da fala. Além de as palavras soarem confusas, a mesma palavra pode soar diferente a cada vez que é pronunciada, levando a sons de fala inconsistentes. Se uma criança mostra sinais de um distúrbio de comunicação, pode ser difícil distinguir se a questão da fala se deve à apraxia ou ao autismo. Por isso, uma avaliação com um(a) fonoaudiólogo(a) deve ser realizada.
Algumas áreas que um(a) fonoaudiólogo(a) examinará para diagnosticar a apraxia de fala são:
- Erros com consoantes e vogais - A criança pode falar a mesma palavra de forma diferente a cada vez.
- Dificuldades para passar de som para som ou de sílaba para sílaba - Isso resulta em longas pausas entre as palavras e dificuldades para repetir uma sequência de palavras.
- Ênfase incomum em certas partes da fala - A criança pode enfatizar todas as sílabas de uma palavra ou frase, resultando em um tom de fala “monótono ou robotizado”.

Outros sintomas de apraxia de fala usados para o diagnóstico incluem:
- Balbucio mínimo quando bebê
- Dificuldades para formar e pronunciar palavras longas
- Tentativas repetidas de pronunciar uma palavra
- Uso excessivo de comunicação não verbal
- Omissão de consoantes no início ou no fim de uma palavra
- Dificuldade para formar palavras
Durante uma avaliação para apraxia de fala, o(a) fonoaudiólogo(a) avaliará a força e os movimentos oromotores do seu filho. Isso será feito pedindo à criança para sorrir, mover a língua, engolir ou lamber um pirulito. A avaliação também examinará a audição do seu filho, o início e a resposta a instruções, além das habilidades de comunicação verbal e não verbal.
Para ajudar seu filho com as habilidades acima, aqui estão 7 atividades de fala para fazer em casa hoje mesmo:
1. Modele palavras com exemplos
Pegue o brinquedo favorito do seu filho, segure-o perto da sua boca e diga o nome do brinquedo de forma clara e pausada. Isso ajuda seu filho a observar os movimentos da sua boca.

2. Encontre formas de amplificar ou mudar sua voz
Esta é uma maneira de incentivar a imitação de ida e volta. Use um rolo vazio de papel-toalha ou um aplicativo que muda a voz para fazer sons diferentes.
3. Ofereça duas opções
Segurando dois objetos perto da sua boca, diga claramente o nome dos objetos e pergunte qual deles ele(a) gostaria. Assim que seu filho apontar ou disser uma palavra para responder, repita o nome do objeto novamente.
Por exemplo: “Você quer uma maçã ou uma laranja?”
Depois que seu filho apontar ou disser uma palavra, repita: “Você quer a laranja.”

4. Dê entusiasmo às suas palavras
Mude o tom da sua voz enfatizando os sons no início e no fim das palavras. Isso prenderá a atenção do seu filho e ajudará na imitação.
5. Faça efeitos sonoros
Adicione efeitos sonoros aos livros ou enquanto brinca com brinquedos durante as brincadeiras no chão.
6. Repita “palavras-chave” em frases simples
Mantenha as “palavras-chave” simples e suas frases curtas, com foco em dar ênfase a essas palavras principais. Se estiverem fazendo bolhas de sabão, tente palavras-chave como “bolha” ou “estoura”.

7. Incentive a imitação com músicas
Use a música para incentivar seu filho a imitar os movimentos da sua boca. Músicas como “Se Você Está Contente” e “A Dona Aranha”. Combine essas músicas com gestos e movimentos corporais.
Leia mais sobre apraxia e autismo
TEA e o atraso na fala
Quando uma criança apresenta um atraso na fala, os pais muitas vezes se perguntam se isso se deve ao autismo. Embora o atraso na fala seja um sinal de autismo, os sintomas de um atraso puro de fala e do autismo são bem diferentes. Se você suspeita que seu filho tem um atraso na fala, é importante confirmar ou descartar o autismo como a causa desse atraso.
Um(a) fonoaudiólogo(a) pode identificar se seu filho está passando por um atraso na fala, mas não pode dar o diagnóstico de autismo. Apenas um pediatra do desenvolvimento ou neuropediatra pode diagnosticar o autismo. Para ajudar você a entender melhor a diferença entre atraso na fala e autismo, aqui estão os sinais e sintomas de ambos.

Sinais e sintomas do autismo:
- Atraso na fala
- Falta de contato visual ou contato visual breve
- Facilmente chateado com pequenas mudanças na rotina
- Reações a determinados sons, luzes, toques, cheiros ou sabores
- Dificuldade em entender as emoções dos outros
- Focado em uma gama restrita de interesses ou objetos
- Engaja-se em comportamentos repetitivos, como girar ou balançar o corpo
- Não responde ao próprio nome até os 12 meses
- Não aponta para objetos distantes até os 14 meses
Sinais e sintomas de um atraso na fala:
- Dizer palavras simples de forma clara ou pouco clara entre 12 e 15 meses
- Não usar gestos não verbais, como apontar e acenar, até os 12 meses
- Preferir usar gestos em vez de palavras para se comunicar até os 18 meses
- Dificuldade para imitar sons até os 18 meses
- Compreender palavras simples até os 18 meses
- Dificuldades para entender pedidos simples
- Apenas imita a fala ou ações, mas não produz palavras ou frases até os 2 anos
- Fala alguns sons ou palavras repetidamente até os 2 anos
- Não consegue usar a linguagem para comunicar necessidades até os 2 anos
- Não consegue seguir instruções simples até os 2 anos
- Tom de voz incomum (rouco/anasalado) até os 2 anos
- Fala em frases curtas até os 3 anos
- Contar uma história entre os 4 e 5 anos
Para saber mais sobre atrasos na fala, leia o artigo “Se o Meu Filho Tem Atraso na Fala, Significa que Ele Tem Autismo?”
Autismo não verbal
Embora não seja um diagnóstico oficial dentro do espectro autista, o termo autismo não verbal é usado para descrever qualquer criança que não usa a comunicação verbal. Aproximadamente 40% das crianças com autismo são consideradas não verbais, e não há uma causa conhecida para essa condição. Equívocos sociais costumam associar o autismo não verbal à baixa inteligência. No entanto, ser não verbal não significa falta de inteligência.
Em 2015, a Universidade de Cambridge descobriu que pessoas com traços autistas têm maior probabilidade de seguir carreiras em tecnologia, engenharia, ciência e matemática — áreas que exigem alta inteligência. Outro estudo traz resultados promissores para o futuro da comunicação verbal de crianças não verbais com autismo.
O autismo não verbal é usado para descrever qualquer criança que não utiliza a comunicação verbal.
O Center for Autism and Related Disorders analisou prontuários de crianças com autismo entre 8 e 17 anos. Todos os participantes apresentavam atrasos de linguagem, sendo não verbais ou falando apenas palavras ou frases simples.
O estudo encontrou os seguintes resultados positivos:
- 70% dos participantes passaram a falar em frases simples
- 47% dos participantes tornaram-se falantes fluentes
- A maioria dos participantes tinha um QI mais alto do que se pensava anteriormente
- Comportamentos repetitivos (como balançar ou girar) e interesses intensos não afetaram o desenvolvimento da linguagem
Leia mais informações sobre o autismo não verbal
Formas de estimular o desenvolvimento da fala em casa
Se o seu filho tem autismo não verbal, trabalhar com um(a) fonoaudiólogo(a) é essencial para ampliar a comunicação com ele. No entanto, há coisas simples que você pode fazer em casa para fortalecer o desenvolvimento da fala do seu pequeno.
1. Foque na comunicação não verbal
Acrescente a comunicação não verbal servindo de modelo para o seu filho. Aumente o contato visual. Acene com a cabeça para cima e para baixo ou para os lados ao dizer sim ou não. Aponte para os objetos aos quais está se referindo. Aprender esses tipos de pistas não verbais aumenta a comunicação das necessidades do seu filho.

2. Encurte a sua fala
Se o seu filho tem dificuldade para seguir instruções, pode ser por causa de uma capacidade de atenção curta e instruções longas demais. Tente focar em “palavras-chave”, encurtando as frases e usando termos mais simples. Isso diminuirá a confusão para o seu filho.
Exemplo: “Não fique de pé na cadeira!”
Encurte essa frase para: “Senta, por favor.”
3. Imite o comportamento
Brinque com seu filho copiando sons ou ações que ele faz. A imitação é uma parte vital do desenvolvimento e pesquisas sugerem que ela pode prever os resultados de linguagem. Os benefícios da imitação incluem compartilhar emoções, entender a alternância de turnos, aumentar a atenção e ajudar a criança a se interessar socialmente pelos outros.
4. Use recursos visuais
Muitas crianças com autismo não verbal precisam de recursos visuais para ajudar a aprofundar a compreensão e comunicar vontades e necessidades. Existem muitos aplicativos, como o Speech Blubs, que ajudam no desenvolvimento da fala por meio da imitação. O Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (PECS) também é essencial para expressar necessidades e vontades de uma criança não verbal.
5. Incentive a brincadeira e a interação social
Estudos mostram que as crianças aprendem melhor a linguagem por meio de atividades lúdicas. Tente cantar músicas, fazer atividades de revezamento de turnos e brincadeiras corporais suaves. A parte mais importante das brincadeiras é ficar na altura dos olhos do seu filho.

6. Dê “espaço” para seu filho falar
Às vezes, os pais são rápidos demais em responder pelo filho ou fazem imediatamente uma nova pergunta. Isso pode não deixar “espaço” suficiente para a criança responder. Mesmo que uma criança não verbal responda com um gesto, ainda assim é comunicação. Com o tempo, dar de 15 a 20 segundos de espaço entre as suas perguntas pode levar a uma resposta do seu filho.
7. Siga os interesses do seu filho
É melhor seguir os interesses do seu filho e a atenção focada naquilo que ele estiver fazendo. Se o seu filho estiver despejando peças de Lego no chão, diga “Derrubou o Lego” e participe da brincadeira. Isso ajudará a identificar a ação e a ampliar a linguagem com frases curtas e “palavras-chave”.
Para ver mais atividades para o autismo não verbal, leia 7 Formas de Ajudar Seu Filho com Autismo Não Verbal a Falar
Para ver a perspectiva de uma mãe ou pai sobre como estimular a fala em uma criança com autismo não verbal, leia 4 Formas de Ajudar uma Criança com Autismo Não Verbal a Falar
PECS e autismo
O Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (PECS) é uma forma de crianças não verbais se comunicarem sem palavras. Para crianças com autismo e outras deficiências do desenvolvimento, o PECS oferece uma “voz” para expressar suas necessidades e desejos. Desde a década de 1980, o PECS tem ajudado crianças e cuidadores, em curto e longo prazo, no desenvolvimento da fala verbal.
Pesquisas mostram que as crianças compreendem melhor as imagens após os três anos de idade. Portanto, o PECS é recomendado para crianças a partir dos três anos. Como qualquer ferramenta de apoio visual, o objetivo geral do PECS é o desenvolvimento da linguagem verbal. Algumas crianças avançam por todas as seis fases do sistema e adquirem a fala verbal. Outras continuam usando esse apoio visual para comunicar necessidades e vontades básicas.
O PECS dá às crianças não verbais uma “voz” para comunicar suas necessidades e vontades.
Para que o sistema PECS funcione corretamente, a criança precisa ser uma comunicadora “intencional”. Isso significa que ela demonstra a vontade de comunicar suas necessidades. Uma criança que é uma comunicadora “intencional” pode, por exemplo, puxar um adulto pela mão até algo que ela queira.
Veja como funcionam as 6 fases do PECS:
Fase 1: Aprender a se comunicar
Esta fase ajuda a criança a comunicar suas necessidades por meio de figuras, utilizando fatores motivadores, como um brinquedo favorito. Por exemplo: se seu filho adora trens, use uma figura de trenzinho de brinquedo para motivá-lo a trocar a imagem pelo trem.
Fase 2: Aprender a persistência e a distância
A fase um se aprofunda na fase dois. A criança troca figuras por uma necessidade, mas a distância das figuras também é introduzida. Isso envolve a criança ter que buscar um cartão de longe para suprir uma necessidade ou vontade.
Fase 3: Fazer escolhas
Esta fase envolve fazer escolhas. Duas figuras são apresentadas, e a criança precisa apontar ou entregar o cartão que escolheu. Isso funciona melhor com fatores motivadores.

Fase 4: Expressar sentimentos e necessidades
Esta fase combina figuras e palavras para formar frases curtas. A criança deve combinar cartões de “Eu quero”, “Eu preciso” ou “Eu sinto” com a figura do objeto ou sentimento desejado. Algumas crianças chegarão apenas até a fase quatro do sistema PECS.
Fase 5: Responder a uma pergunta
A Fase 5 se baseia na Fase 4, usando cartões para responder a perguntas. A criança combinará um cartão de frase com um cartão de imagem para dar a resposta.
Fase 6: Comentar sobre uma pergunta
A Fase 6 envolve ampliar a Fase 5, fazendo comentários em resposta a perguntas.
Como personalizar o PECS para o seu filho
Cada criança é única. Por isso, o PECS precisa ser personalizado para atender às necessidades, desejos, gostos e aversões específicas do seu filho. Para personalizar o PECS, você pode comprar cartões ilustrados prontos ou fazer os seus próprios. Se for confeccionar os seus, lembre-se das dicas a seguir!

Dicas para personalizar o PECS para o seu filho:
- Foque na área de maior necessidade - Estas são as figuras que seu filho mais precisa de ajuda para comunicar. Se o seu filho precisa de apoio para avisar que está com fome, concentre-se em cartões que representem a fome. Por exemplo: cartões ilustrados com alimentos do café da manhã, almoço e jantar, ou os alimentos favoritos do seu filho.
- Siga os interesses do seu filho - A criança demonstrará mais interesse pelo PECS se houver cartões com seus brinquedos, alimentos, atividades favoritas e muito mais.
- Desenhos versus fotos reais - O PECS pode ser usado com ilustrações ou fotos reais. A melhor maneira de ver como seu filho responde a cada uma é criando imagens de coisas favoritas tanto em desenho quanto em fotos reais. Em seguida, veja com qual formato seu filho prefere se comunicar.
- Escolha como organizar o PECS - A forma como você escolhe disponibilizar os cartões do PECS depende do nível de paciência do seu filho, do nível de compreensão dele e se você pretende criar uma rotina visual com os cartões. Se você montar uma rotina, ela precisará ficar em um local de fácil acesso.
Aqui estão algumas outras maneiras de organizar e guardar os cartões do PECS:
- Em uma pasta fichário
- Plastificados e presos por uma argola articulada
- Em um quadro de rotina com velcro
- Em um livro de comunicação (com tiras compridas de velcro para formar frases com os cartões)
Para saber mais sobre a visão dos pais na personalização do PECS, leia Personalize um Sistema de Comunicação por Troca de Figuras para Seu Filho
Comportamentos repetitivos e estereotipias (stimming)
Os comportamentos autorregulatórios, ou estereotipias (stimming), são um sinal característico do autismo. No entanto, pessoas que não têm autismo também se engajam em comportamentos desse tipo. Esse comportamento pode ocorrer em qualquer pessoa que esteja ansiosa ou nervosa, assumindo a forma de roer unhas, balançar os pés, estalar os dedos e muito mais. Embora algumas pessoas com autismo apresentem esses comportamentos comuns, o stimming em crianças autistas é diferente porque elas não conseguem parar.
Uma criança com autismo pode apresentar os seguintes comportamentos de stimming:
- Balançar o corpo para a frente e para trás
- Flapping (agitar as mãos)
- Pular repetidamente
- Girar em torno de si mesma
- Andar na ponta dos pés
- Piscar repetitivamente
- Reorganizar ou enfileirar objetos
- Olhar fixamente para ventiladores de teto ou lâmpadas
- Cheirar pessoas e objetos
- Lamber ou esfregar objetos
- Repetir palavras e frases
É importante ressaltar que a criança pode apresentar apenas um ou múltiplos comportamentos, e cada um é realizado de forma repetitiva. Embora a lista acima traga comportamentos comuns em crianças com autismo, algumas manifestam estereotipias que causam danos físicos.
Comportamentos de stimming que causam danos físicos incluem:
- Dar socos em si mesma ou morder-se
- Bater a cabeça
- Coçar a pele excessivamente
- Arrancar casquinhas de machucados ou feridas
- Engolir objetos pequenos
Embora a ciência ainda não tenha certeza absoluta do que causa o stimming no autismo, existem várias teorias para explicar esse comportamento:
- Estimular ou diminuir a sobrecarga do sistema sensorial
- Uma forma de se adaptar a um ambiente desconhecido
- Para se acalmar
- Demonstrar frustração
- Evitar atividades ou expectativas
Embora o stimming do seu filho possa preocupar você, o comportamento não precisa ser controlado, a menos que interfira no aprendizado, cause isolamento social, seja perigoso ou crie dificuldades para outros membros da família. Se você estiver preocupado(a) com esses comportamentos, existem maneiras simples de manejá-los.
https://www.youtube.com/watch?v=PfEExIDkJ8U
Como lidar com o comportamento de stimming:
- Brinquedos sensoriais: brinquedos de apertar, bolas sensoriais, massinhas/brinquedos moldáveis, fidget toys, etc.
- Descarte condições médicas: certos problemas de saúde, como dores de cabeça, infecções de ouvido e dor em geral, podem causar ou piorar o stimming. Converse com o médico do seu filho para garantir que o comportamento não esteja relacionado a outras condições médicas.
- Proporcione um ambiente calmo: o stimming costuma piorar em situações estressantes. Tente evitar situações em que seu filho possa ficar sobrecarregado com facilidade.
- Pratique atividades físicas: pesquisas mostram que o exercício físico ajuda a liberar a tensão, reduzindo o stimming. Além disso, proporciona o estímulo que a criança tanto precisa.
- Ensine a autorregulação emocional: isso envolve ajudar a criança a expressar suas emoções de forma positiva em vez de recorrer ao stimming, especialmente aos comportamentos que causam lesões autoinfligidas.
Para saber mais sobre o assunto, leia o artigo Tudo sobre stimming em crianças autistas
Para ler o relato de uma mãe/um pai sobre esse comportamento, confira o artigo Comportamento de stimming e o autismo
Stimming oral
Semelhante aos movimentos repetitivos mais comuns vistos em crianças com autismo, o stimming oral envolve provar, mastigar e/ou engolir objetos. Crianças com stimming oral são frequentemente vistas colocando roupas, brinquedos, papel, bolinhas sensoriais, lápis/canetas e outros objetos inanimados na boca.
Porém, no caso do stimming oral, existem alguns perigos aos quais você precisa ficar atento:
- Objetos pequenos podem ser engolidos, causando problemas de saúde
- Mastigar objetos duros pode danificar os dentes
- Objetos podem causar engasgos

Se o seu filho tem o hábito de mastigar tudo, existem maneiras de lidar com a situação e eliminar os perigos de engasgo.
- Inspecione os objetos da casa com frequência: verifique regularmente brinquedos, livros e roupas em busca de peças soltas ou sinais de mordidas.
- Ofereça lanches crocantes ou mastigáveis: para fornecer uma válvula de escape saudável para as necessidades sensoriais orais, ofereça opções mastigáveis como cereais secos, granola, pipoca, chips de vegetais, cenoura, aipo, maçã, frutas secas e balas de gelatina.
- Experimente mordedores terapêuticos ou joias de mastigação: pulseiras, colares e ponteiras de lápis feitos especificamente para crianças com necessidades sensoriais orais.
- Redirecione o comportamento: se o seu filho começar a mastigar algo que não deve, redirecione a mastigação para um objeto seguro, como bolinhas sensoriais ou joias mordíveis.
- Ofereça bebidas com canudo: beber de canudinho pode satisfazer a necessidade sensorial oral que a criança busca suprir.
Para saber mais sobre o stimming oral, confira o artigo 5 dicas para lidar com o stimming oral
Questões sensoriais
Crianças com autismo costumam apresentar sinais de transtorno do processamento sensorial. Dentro desse quadro, existem dois perfis principais: os hiper-reativos (evitadores sensoriais) e os hiporreativos (buscadores sensoriais). Embora cada perfil apresente sintomas diferentes, uma criança pode ter características de ambos.
A criança que evita estímulos sensoriais tem dificuldade para processar os estímulos do ambiente e fica facilmente sobrecarregada, sendo hipersensível ao que está ao seu redor. Já a criança que busca estímulos recebe pouca estimulação do ambiente e, por isso, procura constantemente por estímulos sensoriais intensos.
Sintomas de quem evita estímulos sensoriais:
- Distrai-se facilmente com barulhos de fundo (que costumam passar despercebidos pelos outros)
- Evita o contato físico (abraços e carinho)
- Parece desastrada (esbarra com frequência nas coisas)
- Não tolera barulhos altos
- Assusta-se facilmente com ruídos altos e repentinos
- É muito exigente com as roupas que veste
- Evita multidões por causa do excesso de barulho ou do risco de esbarrarem nela
Sintomas de quem busca estímulos sensoriais:
- Alta tolerância à dor
- Mastiga objetos inanimados (stimming oral)
- Fica perto demais das outras pessoas
- Pula, corre e se joga contra as coisas
- Não tem noção da própria força
- Faz barulhos altos
- Apresenta comportamentos de stimming (balançar o corpo, girar)
- Explora o mundo pelo tato
Sinestesia e autismo
A sinestesia é uma condição rara que afeta cerca de 1% da população. Trata-se de uma condição neurológica na qual um sentido é percebido simultaneamente por um ou mais outros sentidos. Embora muitas pessoas já nasçam com ela, também é possível desenvolvê-la ao longo da vida. Estudos iniciais sugerem que a sinestesia pode ter origem genética.
Pessoas com sinestesia podem, por exemplo:
- Enxergar a palavra “avião” na cor verde-menta
- Imaginar um arranha-céu e sentir gosto de mirtilo na boca
- Ler o número dois e enxergar a cor vermelha
https://www.youtube.com/watch?v=88s6guf9egs
Embora não haja um exame único para diagnosticar a sinestesia, o Dr. Richard Cytowic, neurologista e pesquisador de destaque no assunto, definiu critérios específicos para que os médicos possam identificar se uma criança é sinesteta.
Critérios diagnósticos para a sinestesia:
- Involuntária: as percepções não são intencionais, elas simplesmente acontecem.
- Projetada: em vez de ver a cor apenas na imaginação, a pessoa enxerga a cor projetada no ambiente externo.
- Duradoura e genérica: as percepções são consistentes a cada repetição. Por exemplo, toda vez que a pessoa ouve uma música específica, ela sente gosto de chocolate.
- Marcante: a percepção sinestésica costuma ser mais lembrada do que o próprio estímulo original. Por exemplo, se a pessoa associa o nome “Laura” à cor roxa, ela se lembrará mais do roxo do que do nome “Laura”.
Pesquisas recentes indicam uma relação entre o autismo e a sinestesia. Indivíduos autistas que têm sinestesia relatam níveis mais elevados de sensibilidade sensorial. Além disso, estudos apontam que a sinestesia tende a ser mais frequente em pessoas autistas com habilidades destacadas em memória, arte, cálculos ou com alto quociente de inteligência.
Embora a sinestesia não traga prejuízos ao desenvolvimento da criança, caso você desconfie dessa condição, é importante obter uma avaliação profissional para entender melhor a maneira única como seu filho percebe o mundo junto ao autismo.
Para saber mais sobre essa condição, leia o artigo Existe uma ligação entre sinestesia e autismo?
Aversões alimentares e autismo
A seletividade alimentar é bastante comum na infância. Porém, em crianças com autismo, ela frequentemente se transforma em aversão alimentar intensa. Estudos mostram que crianças no espectro têm cinco vezes mais chances de consumir uma variedade muito restrita de alimentos, apresentar crises na hora das refeições e manter rituais alimentares rígidos. Segundo a revista Autism Parenting Magazine, muitas crianças autistas limitam sua alimentação a menos de cinco alimentos diferentes.

Embora a causa exata das aversões alimentares no autismo ainda seja desconhecida, acredita-se que as questões sensoriais ligadas à comida desempenhem um papel central. Alimentos de cores muito vibrantes podem provocar sobrecarga sensorial, fazendo com que certos alimentos, como os pimentões, sejam completamente recusados. A textura também pode desencadear aversão — por exemplo, uma criança pode rejeitar macarrão simplesmente por não suportar a sensação da massa molhada.
Lidar com a aversão alimentar é um grande desafio para as famílias. Embora seu filho possa ser extremamente seletivo, existem estratégias que podem ajudá-lo a ter contato com novos alimentos e, aos poucos, ampliar o cardápio.
5 dicas para introduzir novos alimentos
1. Não pressione
Evite forçar a criança a “limpar o prato”. Isso costuma apenas intensificar as aversões. Em vez disso, coloque o novo alimento no prato sem cobrar nada e deixe que seu filho decida se vai comê-lo ou não.

2. Não misture os alimentos
Comidas misturadas podem causar sobrecarga sensorial, gerando recusa e crises durante as refeições. Para evitar isso, mantenha cada alimento separado no prato. Por exemplo, se for servir macarrão com brócolis, queijo e frango, coloque cada um em um cantinho. Não tente “esconder” ingredientes achando que a criança não vai perceber.

3. Combine novidades com pratos favoritos
Sempre ofereça um alimento novo ao lado de um que seu filho já ame. Se você quer apresentar o feijão-verde, combine-o com algo favorito, como tirinhas de frango empanadas. Assim, ele fica livre para experimentar a novidade sem o risco de ficar sem comer.

4. Coma o mesmo alimento novo
As crianças no espectro aprendem muito observando. Mostre ao seu filho que a comida nova é saborosa comendo você mesmo. Com o tempo, ao ver você comer aquilo repetidamente, a curiosidade dele aumentará e ele poderá tentar experimentar.

5. Deixe a criança explorar
Em vez de proibir a criança de mexer na comida, encoraje a exploração! Para quem tem questões sensoriais, brincar com os alimentos é uma etapa essencial de aproximação. Deixe seu filho cheirar, tocar e lamber o alimento para que ele se familiarize no seu próprio ritmo.
Confira mais detalhes no artigo Aversões alimentares e autismo
Recursos, livros e revistas sobre autismo para famílias
Autism Parenting Magazine
A principal revista para mães e pais de crianças autistas, a Autism Parenting Magazine, recentemente nos incluiu em sua seção de Links Úteis! Ser reconhecido por essa referência essencial sobre como não apenas enfrentar os desafios, mas prosperar na criação de filhos no espectro autista é uma verdadeira honra. Para conferir ainda mais opções de apoio e materiais informativos, veja também Recursos de autismo para pais: o novo guia definitivo.
Cartões e imagens profissionais de PECS GRATUITOS
Cartões de PECS profissionais, prontos para imprimir e personalizar.
National Autism Resources
Encontre recursos para itens sensoriais e sala de aula.
Autism Speaks
Uma das principais entidades de referência mundial em informações sobre o autismo.
Conclusão
O transtorno do espectro autista é um diagnóstico complexo. Não há uma causa única para sua ocorrência e cada criança apresenta sintomas, necessidades e graus de suporte totalmente diferentes. Isso torna a jornada da maternidade e da paternidade repleta de desafios únicos.
Crianças com autismo precisam de paciência e tempo para se desenvolver no seu próprio ritmo, contando com o apoio de médicos, fonoaudiologia e outras terapias, ferramentas adequadas e, acima de tudo, o carinho incondicional de pais dedicados como você! Se você desconfia de autismo no seu filho, o diagnóstico precoce faz toda a diferença: quanto antes os sinais forem identificados, mais cedo ele receberá as terapias necessárias para se desenvolver com plenitude e alcançar todo o seu potencial!
Por Liz Talton