Somos pais durante uma pandemia – SOCORRO!!!

Eu achei ingenuamente que isso duraria só duas semanas e que as pessoas realmente lavavam as mãos. 🤯 Nada disso poderia estar mais longe da verdade.

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Eu achei ingenuamente que isso duraria só duas semanas e que as pessoas realmente lavavam as mãos. 🤯 Nada disso poderia estar mais longe da verdade.

Veja bem: meu marido e eu trabalhamos no ensino médio. Eu sou fonoaudióloga e ele é professor de inglês para os alunos dos últimos anos. Nós dois trabalhamos na MESMA escola, o que na verdade é ótimo. 

Quando fecharam as escolas em Nova Jersey, nós soubemos que isso significava ficar em casa em tempo integral com a nossa filhinha cheia de personalidade, de três anos, e nosso filho superchorão, de 10 meses. O que a gente nunca imaginou foi a culpa de mãe e pai e o cabo de guerra constante que sentiríamos entre cuidar dos filhos e trabalhar em home office. 

Os primeiros dias

Nossa filha tinha acabado de entrar na escolinha quando tudo começou, e sentimos uma responsabilidade enorme de garantir que ela não perdesse nada em sua "educação". Eu sei que ela tem apenas três anos, mas o medo continuava martelando na minha cabeça: e SE não voltarmos ao trabalho até janeiro que vem? Ela terá perdido um ano inteiro de escola! Depois, ela não vai estar preparada para o ensino fundamental... vai ficar atrás dos colegas... vai precisar de um PEI (plano de ensino individualizado)... vai viver uma vida de dificuldades sem fim...

Dramático...

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Mas é sério! Eu sabia que precisávamos fazer atividades diárias com ela para garantir que ela aprendesse alguma coisa enquanto estivéssemos em casa. 

Mais fácil falar do que fazer

Então começamos a planejar lições diárias. A de Abacaxi, aí a gente cobria as letrinhas e fazia uma colagem relacionada àquela letra. Uma gracinha, né? 

E aí entra o meu filho...

Nosso segundo filho tem sido um grande desafio. Apesar de ser extremamente fofo e amoroso, ele teve cólicas até os 9 meses e tem ficado choroso todos os dias, sem exceção. Ele precisa ficar grudado em um de nós e, se não estiver no colo com a gente em movimento, faça uma oração, porque ele vai soltar o grito mais agudo que os pulmões dele aguentarem. 

As pessoas sempre nos diziam que o segundo filho seria o mais desafiador, aquele que nos testaria como pais e traria muitos momentos de estresse. É, esse é o Nicholas, sem dúvida. 

Enquanto a gente fazia as atividades, o Nicholas começava a berrar ou a escalar minha perna. Assim que conseguia se levantar, ele caía de cabeça no pé da cadeira. E você já adivinhou: ele chorava mais ainda. 

Quando me abaixo para pegar o Nicholas, a Nora começa a gritar: "Não, mamãe, senta aqui comigo para colorir!"

Minha atenção ficava dividida e aquela culpa terrível de mãe batia forte. Eu não conseguia dar à Nora a atenção 100% exclusiva de que ela precisava, por mais que eu quisesse. Ao mesmo tempo, não podia deixar o Nicholas chorando daquele jeito. 

A gente tem que dividir para conquistar. Um de nós faz as atividades com a Nora e o outro distrai o Nicholas. 

Isso é tudo muito lindo até que...

Reuniões de trabalho e responsabilidades

Como meu marido e eu trabalhamos na mesma rede escolar, isso significa que nós dois temos que continuar cumprindo nossas funções durante esta pandemia. 

Não me entenda mal: somos muito gratos por termos empregos que continuam pagando nossos salários, para não precisarmos nos preocupar em pagar as contas e alimentar nossos filhos. MAS vivemos em um dilema constante entre passar esse tempo precioso com nossos filhos – um tempo que nunca mais vai voltar – e fazer o que precisa ser feito para que nossos alunos tenham tudo de que precisam para ter sucesso nos estudos. 

Geralmente lidamos com isso da mesma forma que com todo o resto: um trabalha enquanto o outro fica com as crianças. É a única maneira de sobreviver. É muito difícil, e a quantidade de trabalho que qualquer um de nós consegue adiantar é mínima. 

A gente deixa a Nora assistir a mais filmes do que provavelmente deveria? Sim. Nós estimulamos a mente deles tanto quanto deveríamos? Provavelmente não. 

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Mas nós passamos tempo com eles. Brincando, rindo, amando e aprendendo – não importa como ou quando esse aprendizado aconteça!

No final das contas, nossos filhos não vão se lembrar daquela atividade de uma hora sobre insetos que a gente inventou, nem do parágrafo que tinham que escrever para a aula de língua portuguesa. Eles vão se lembrar da época em que a mamãe e o papai ficaram em casa por bastante tempo e tornaram a vida divertida.

Algumas sugestões

Estas são algumas coisas que tenho feito para manter a sanidade ao longo dessas cinco semanas de trabalho remoto com as crianças! Pode não funcionar para todo mundo, mas espero que ajude alguém por aí!

  1. Tire um tempo para você. Eu faço uma aula online de crossfit quatro dias por semana enquanto meu marido brinca com as crianças em outro cômodo. 
  2. Dê uma volta a pé: nós levamos as crianças para um passeio longo pelo menos uma vez por dia, se o tempo permitir. Claro, com todo o cuidado e mantendo o distanciamento social!
  3. Faça atividades educativas com giz lá fora! A Nora adora brincar com giz de lousa, então levamos as crianças para a área externa e colocamos ela para treinar letras e números no chão!
  4. Passe um tempo com seu parceiro quando as crianças forem dormir. Nós pedimos uns 10 jogos de tabuleiro pela internet e jogamos toda noite. É algo diferente e nos permite passar um tempo juntos e realmente conversar!
  5. Respire fundo! Nada dura para sempre, nem mesmo isso. Todos nós vamos superar essa fase e sairemos dela ainda melhores!
  6. Chamadas de vídeo no Zoom com os amigos. Eu faço uma chamada de vídeo uma vez por mês com minhas amigas, e meu marido faz o mesmo com os amigos dele. Acredite se quiser, isso ajuda demais!
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